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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Padre nas eleições

Se ainda não leu, vale os 5 minutos no texto bem-humorado do Pe. Otto, logo abaixo...


Um grito contra as trevas

Brasileiros e brasileiras! O capeta está solto! Empunhemos nossos terços e Bíblias e até Alcorões, se os houver! Herodes brande a espada afiada contra as criancinhas do Brasil! Ergamos a fogueira! Queimemos os hereges! O aborto e os gays estão espreitando pela janela!

Gente do céu! Que tiririquice! Que babaquice mais que medieval. Que onda inquisitorial graçando em pleno século XXI. A caça às bruxas. O extermínio dos veados. Cruz, credo! Xô Satanás! Estamos apenas tentando eleger um Presidente para o Brasil. Estamos discutindo propostas e projetos para uma boa administração do Brasil. Aborto, gueisismo, pílula, camisinha não é prioridade do momento.

O processo eleitoral corria tranquilo, dentro dos princípios democráticos: discute-aqui- denucia-ali, promete-isso, condena-aquilo, tudo numa boa. De repente a serenidade é detonada por uma horda de aiatolás, talibãs, mulás, numa gritaria ensurdecedora contra os que ameaçam o poder do Altíssimo.
Alguns vestidos de batina (ainda!), outros de mitra e báculo, outros de terno e gravata ostentando Bíblias, todos ecumenicamente de dedo em riste acusador: "ela é a favor do aborto, ele apóia o casamento homem-com-homem, mulher-com-mulher, os dois defendem a distribuição de camisinhas até para as crianças da escola.

Deus do céu! Que atraso! Que tiririquice! Pra começar, arbitrar sobre aborto e formas de casamento é da competência do Congresso Nacional e não do Presidente da República, que apenas sanciona ou veta a disposição do Congresso. Além do mais, aborto e casamento gay nem estão em pauta de discussão, hoje.

Mais importante e pertinente agora é ouvir dos candidatos suas propostas e projetos concretos quanto à saúde, educação de qualidade, distribuição de renda, segurança da população, criação de empregos, formas de apropriação ou não do Estado, relações diplomáticas e econômicas com outros países, transporte, saneamento básico, liberdade de imprensa, desenvolvimento do país, programas sociais, etc., etc.

E mais: estamos num país democrático, regido por uma Constituição Civil e não pelas tábuas da lei de Moisés. É um país democrático e laico e não teocrático, apesar de supostamente religioso. Sua capital é Brasília e não o Vaticano, nem a Canção Nova, nem a sede da Assembléia de Deus, nem a CNBB.
Tentar manipular a consciência do eleitor, ameaçando-o com a ira de Deus é injuriar o próprio Deus que nos criou livres. O dia em que o povo tiver que consultar um aiatolá de plantão tipo Pastor Silas Malafaia, ou um Padre José Augusto (Canção Nova) para votar, é melhor rasgar o título de eleitor e o estatuto da maioridade civil. O que vem se praticando em meios religiosos no momento, é o aborto da eleição, da democracia, da Constituição e do bom senso. Xô Satanás!

Pe. Otto Dana
Pároco da Igreja Sant´Ana em Rio Claro, SP

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

E aí, já decidiu seu voto?

Momento difícil, hein colega eleitor? Mas como quase tudo na vida não é fácil, resolvi auxiliá-lo na decisão com imagens que podem abrir sua mente. Ou não. Afinal, quem aperta o botão é você!











quarta-feira, 18 de agosto de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

É o fim - parte MXXV

O mundo começa a ruir (de novo), lentamente... com mais essa agora


E aí pergunto: o que é patético, afinal, nessa história toda?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

I'm back

Alô, alô, meus queridos leitores (aka "oi, mãe"). Estou de volta, depois de um longo, longo hiato sem postagem nenhuma. Nesses meses, muito aconteceu, mas continuo o mesmo - só mais endividado. Ok, meu 5º fio de cabelo branco nasceu. Traumático. Ou não. Não, o que importa é que continuo o mesmo.


No mais, o Grêmio tá descendo a ladeira (de novo), o Leão continua nervoso, a Dilma ainda é candidata e o vazamento americano finalmente parou! Mais notícias no decorrer dos acontecimentos.

Olá, vida!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ludibriados

Buenas, gente amiga, parece que fui, fomos ludibriados. Ao menos, é o que parece. O caso da brasileira espancada na suíça ainda vai longe, mas algumas novas informações sugerem um caminho diferente de que acreditei há alguns dias. Parece (sim, parece) que a mulher queria somente uma indenização, e aí escolheu o partido para tentar algum dinheiro - a parte do espancamento, parece, ainda, é verdade. A mutilação, como previa a polícia suíça, teria sido feita por ela mesma, e a gravidez, inexistia. As informações ainda são muito desconexas, o pai parlamentar não deu mais as caras, o namorado suíço idem, e agora só a polícia e a mídia suíça que falam. Bom, se antes comprei a história da compatriota, agora fico duvidoso de todos os envolvidos.

Mas do meu discurso anterior, não retiro nada sobre o tal partido - aquele cartaz diz tudo! Mesmo que não tenha sido eles a marcar o corpo da mulher, o preconceito e discriminação é tão violento quanto. E sei lá também até onde não tem histórias políticas por trás de tudo isso. Será que o tal noivo não deu uma mãozinha - ou uma facadinha, no caso? Será que a mulher é doente? Será que os suíços estão numa força-tarefa para se eximir de qualquer culpa? Será que o tal parlamentar está caçando votos? Será esse texto totalmente inútil? Ou será que tudo já é tão comum que nem nos importamos mais?

Só sei que me entristece toda a história - que ainda não acabou. Pela mentira da mulher, pelos xenófobos políticos, pela miséria humana, que chega a pontos que a gente, infelizmente, ainda se surpreende.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Questões xenófobas

Sobre a moça que foi atacada na Suíça e teve o corpo marcado com a sigla de um dos principais e mais antigos partidos do país dos Alpes. No ataque a mulher, grávida de gêmeos, perde as crianças. É brasileira, e para azar da Suíça, é filha de secretário parlamentar. Se tudo for verdade, o que impressiona ainda é o racismo, o preconceito ainda ser tão forte - e não só lá, mas em todo o planeta. Em pleno século 21, isso não deveria mais ser admissível. Mas não: a evolução dos anos não leva o progresso do ser humano junto, e as crises econômicas são muito mais importantes que as crises humanitárias. E elas estão sempre presentes, mesmo pra quem não as vê.

O que irrita mais ainda, quando finalmente algo dessa magnitude vêm à tona de uma forma mais visível (obrigado, mídia!), são os absurdos que se lê, vindos das declarações daquele país, como

"não se pode excluir a possibilidade de autoflagelação. Se essas pessoas (os agressores) são de fato do partido, serão expulsas, mas primeiro precisamos saber se tudo isso de fato ocorreu",

dito por Oskar Freysinger, um dos principais nomes do tal partido, o SVP, sigla de Centro de União Democrática (!!). Li bem? É, Democrática mesmo, com um cartaz assim, ó:


e que sugere a autoflagelação de uma mulher grávida, com as letras de um partido "democrático" - que não quer ninguém de fora do país ali ocupando espaço. Claro, autoflagelação faz todo o sentido. Engraçado foi ela ter ido à polícia, já que os que se autoflagelam não costumam reclamar depois. Imagina a fila depois das procissões religiosas, então! Ah, e tem as letras, que a polícia de lá disse que

"investiga em todas as direções. No comunicado, evitou classificar a agressão como ataque racista e não mencionou que alguns dos cortes no corpo da brasileira formavam a sigla do SVP. Mencionou apenas ferimentos em forma de "letras"

que coincidentemente, eram as mesmas do partido! É, tá certo, acho que não tem nada a ver mesmo. Pura perseguição dessa intrusa brasileira no território. E... ei, aquele ali passando não é o Papai Noel?

Espero sinceramente que a indignação brasileira, por meio dos seus representantes legais, seja mais forte do que simples papéis de fax escritos "estamos chateados com vocês". Nada vai trazer de voltas as crianças, e as cicatrizes dessa moça não serão resolvidas só com plástica. Uma cirurgia mental é necessária por lá.

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Em tempo, o que diz ali no cartaz, enquanto a ovelha branca com cara de mimosa empurra delicadamente a pretinha para fora do terreno suíço, é "para criar segurança". Não seria o contrário? Tá, estou sendo maldoso, desculpe. Mas o solzinho risonho no canto inferior direito é uma graça, não?
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Parâmetros

Ok, Obama se elegeu, como era mais ou menos previsto - a não ser que todo o gado da família Bush também votasse em McCain. Ok, ele chamou a Sra. Clinton para seu governo, como também era previsto. Parece que o único pedido dela foi "sem estagiários, por favor". Ok, o mundo está esperançoso (ou seria mais ansioso?) com o novo governante da polícia mundial, comparando-o com o sonhado Kenneddy, que virou mito antes de ser, e hoje é lembrado pelo Kevin Costner tentando descobrir a verdade. Ok para tudo isso, já aceitamos. Mas, cá pra nós, vale outra comparação, uma mais caseira. Sim, estou falando do homem daqui, o Lula.

Ok, não vou exagerar na comparação. O Brasil é um país "emergente", agora é visto como uma possível potência e o escambau, mas não dá pra fugir dessa pequena parte chamada esperança de que a coisa pode melhorar. Foi assim com Lula quando a maioria dos brasileiros, obrigatoriamente, o escolheram para governar o país - duas vezes. Fez isso arrumando economicamente o país, e, mais importante, com um carisma incrível. Com todos os seus sifus, marolinhas e afins. Os EUA são um país decadente economicamente, oito anos de Bush (sem contar os do papai Bush) foram demais até pra eles. Agora, é com o SuperObama resolver tudo. Provavelmente ele, assim como Lula, pedirá mais algum tempo numa reeleição para completar seus planos. Oremos somente para que esses planos não sejam continuar com a economia bélica de seu antecessor.

Burradas à parte, antigas e novas, minha comparação cai somente na esperança depositada nesses dois homens, cada um com seus diferentes valores, origens e países a governar. Parece bobagem, mas isso é o que movimenta muita gente a sair de casa para votar em alguém. O resultado pode não mudar muita coisa, é fato, mas fica mais fácil quando não se espera algo pra si, e sim para todos. Obama já começa seu caminho com o tal carisma em alta, fechando presídios simbólicos e com uma carga de promessas elevada, que ele já avisou que será um desafio concretizar. Para todos, não só pra ele.

Como tudo gira em torno de dinheiro, Fidel não está mais no poder, a China cresce em todos os sentidos, seguida por outros países "emergentes", temos uma mata atlântica, lençóis de água em abundância e até petróleo... boa sorte ao Obama, e boa sorte também ao Lula nessa reta final. Para o bem de todos e felicidade geral das nações.