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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Uma foto, alguns dizeres
Mais um ano, e as chuvas novamente são o centro das atenções midiáticas no Brasil. E enquanto a grande massa fica aplaudindo a busca pelos culpados, não dão atenção ao próprio umbigo. Uma coisa é falta de estrutura, recolhimento de lixo e construções em locais impróprios. Outra, e que poderia ajudar MUITO a evitar os alagamentos por aí é a educação dessa mesma massa que sabe muito bem reclamar, mas muitas vezes não sabe agir.
Essa foto aí em cima é o lixo que estava à margem do Rio Pinheiros, sem São Paulo. E foi tirada em 2007. Não é novo, portanto, o problema. Mas a atitude da população não mudou em quase nada em relação a isso. Triste saber que aqui em Porto Alegre, por exemplo, cem pneus são retirados diariamente do Arroio Dilúvio, que corta a cidade. Cem. Diariamente. Os pneus não rolaram sozinhos pra lá, rolaram? Ou já existem pneus suicidas? O lixo não é suicida, mas nós o fazemos, efetivamente, mortal.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Enem - algumas palavras
O que diz o site do Enem, sobre o mesmo:
O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.
A proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.
As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:
* Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
* Como primeira fase;
* Combinado com o vestibular da instituição;
* Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.
Visto isso, eu não consigo parar de pensar em algumas questões que surgem sem muito esforço. Como, por exemplo, a que ensino (leia-se "qualidade de") os alunos estão se candidatando? Vê-se simplesmente uma forma de vestibular para a entrada em um sistema de ensino gratuito, federal, etc. Mas e daí? Professores (muito) mal pagos e infraestruturas capengas vão resolver de quê? Ou seja: de que adianta todo esse falatório em torno de um modo de classificação se a finalidade a que se propõe não vale tanto assim? Vejo como um desvio de assunto, com uma clara alusão à famosa história do bode.
Ah, você não conhece a história do bode?
Resumidamente: era uma vez uma empresa onde os funcionários clamavam por melhores condições de trabalho e melhores salários. O chefe, então, trouxe num belo dia um bode para a emrpesa, e o deixou no meio da sala principal. Assim, o bode começou a defecar e urinar por todo canto (e muitas vezes no meio do caminho), causando indignação nos trabalhadores, que clamavam pela saída do animal da empresa. O chefe, bonzinho que só, atendeu a demanda, e todos ficaram felizes para sempre.
Capicci?
Quanto ao exame em si, é piada pronta.Nem programa humorístico insiste muito porque vão parecer incompetentes - apesar de ainda render algumas cenas engraçadas. Em toda época de exame, um problema, já não causa surpresa (triste, isso), mais ou menos como filme de terror Z: sabe que vai ser uma bosta, mas todo mundo vai lá e assiste. E no ano que vem, tem de novo. E vem questão inválida, roubo de provas, gráfica suspeita... E todo mundo vai lá e assiste. E pra quê?
O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.
A proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.
As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:
* Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
* Como primeira fase;
* Combinado com o vestibular da instituição;
* Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.
Visto isso, eu não consigo parar de pensar em algumas questões que surgem sem muito esforço. Como, por exemplo, a que ensino (leia-se "qualidade de") os alunos estão se candidatando? Vê-se simplesmente uma forma de vestibular para a entrada em um sistema de ensino gratuito, federal, etc. Mas e daí? Professores (muito) mal pagos e infraestruturas capengas vão resolver de quê? Ou seja: de que adianta todo esse falatório em torno de um modo de classificação se a finalidade a que se propõe não vale tanto assim? Vejo como um desvio de assunto, com uma clara alusão à famosa história do bode.
Ah, você não conhece a história do bode?
Resumidamente: era uma vez uma empresa onde os funcionários clamavam por melhores condições de trabalho e melhores salários. O chefe, então, trouxe num belo dia um bode para a emrpesa, e o deixou no meio da sala principal. Assim, o bode começou a defecar e urinar por todo canto (e muitas vezes no meio do caminho), causando indignação nos trabalhadores, que clamavam pela saída do animal da empresa. O chefe, bonzinho que só, atendeu a demanda, e todos ficaram felizes para sempre.
Capicci?
Quanto ao exame em si, é piada pronta.Nem programa humorístico insiste muito porque vão parecer incompetentes - apesar de ainda render algumas cenas engraçadas. Em toda época de exame, um problema, já não causa surpresa (triste, isso), mais ou menos como filme de terror Z: sabe que vai ser uma bosta, mas todo mundo vai lá e assiste. E no ano que vem, tem de novo. E vem questão inválida, roubo de provas, gráfica suspeita... E todo mundo vai lá e assiste. E pra quê?
"Rezando para que esteja tudo certo. Com a prova, não as respostas."
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Estou avisando... é o fim!
Aos 16 anos, Justin Bieber publica suas memórias em outubro
Deve ter algum capítulo - entre o 1 e o 3, que é o último - onde ele diz "lembro quando parei de usar fraldas, e cantei minha primeira música com sílabas que formavam uma palavra..."
Parem o mundo que eu quero descer
Agora
p.s.: onde está Jordy?
Deve ter algum capítulo - entre o 1 e o 3, que é o último - onde ele diz "lembro quando parei de usar fraldas, e cantei minha primeira música com sílabas que formavam uma palavra..."
Parem o mundo que eu quero descer
Agora
p.s.: onde está Jordy?
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Barrigada 2.0
Acredito que um dos recursos (podemos chamar assim?) jornalísticos mais utilizados seja a barrigada, que consiste no também conhecido "chute", executado através de um aparelho científico chamado "chutômetro". Com o advento da deliciosa rede mundial de computadores, que permite todos serem fontes de verdades absurdas, a barrigada se tornou mais frequente - e mais requisitada. Exemplo disso é a escolha para o novo técnico da sele$$ão - que, parece, é o Muricy Mutley. Antes do anúncio, no entanto, ouvi de vários repórteres várias "certezas", como Mano Menezes (amplamente divulgado) e até de que Renê Simões (hã?) seria anunciado como novo técnico hoje. Sem nem dizer "foi um engano", toca o barco, esquece o que disse há um minuto e apresenta o novo técnico, com toda a cara de pau que mamãe deu.
Aqui no RS, então, é uma disputa acirrada pra ver quem dá o furo primeiro (no bom sentido - ou não, depende do seu ponto de vista), em jornalismo esportivo, principalmente. Quando Celso Roth estava para cair na sua última vinda ao Estado pelo Tricolor, no meio do último jogo, no momento que o Grêmio leva mais um gol, um repórter de campo já anunciava, com "toda certeza" que Geninho era o novo técnico do time. Verdade, se ele tivesse um leprechaun no bolso para consultas ultra rápidas. Geninho nunca veio para o Grêmio.
É triste assistir, ler e ouvir que a falta de matérias decentes para suprir um (bom) espaço que os veículos de comunicação têm seja preenchida com chutes, barrigadas e comentários do tipo "Ricardo Teixeira estava esperando ver quem seria o líder do Brasileirão para convidar o técnico". Não vou com a cara do Teixeira, mas um pensamento desses fere até mesmo o mais idiota. Quer dizer que o Mano "perdeu" a vaga porque deixou a liderança pro Mutley? Salvem-nos, deuses do jornalismo (Hunter Thompson, você me ouve?).
Importante: toda esse texto pode ser jogado no lixo, caso eu tenha acreditado na notícia (que parece verdade) do Muricy como técnico. Se não, desculpem a barrigada.
Aqui no RS, então, é uma disputa acirrada pra ver quem dá o furo primeiro (no bom sentido - ou não, depende do seu ponto de vista), em jornalismo esportivo, principalmente. Quando Celso Roth estava para cair na sua última vinda ao Estado pelo Tricolor, no meio do último jogo, no momento que o Grêmio leva mais um gol, um repórter de campo já anunciava, com "toda certeza" que Geninho era o novo técnico do time. Verdade, se ele tivesse um leprechaun no bolso para consultas ultra rápidas. Geninho nunca veio para o Grêmio.
É triste assistir, ler e ouvir que a falta de matérias decentes para suprir um (bom) espaço que os veículos de comunicação têm seja preenchida com chutes, barrigadas e comentários do tipo "Ricardo Teixeira estava esperando ver quem seria o líder do Brasileirão para convidar o técnico". Não vou com a cara do Teixeira, mas um pensamento desses fere até mesmo o mais idiota. Quer dizer que o Mano "perdeu" a vaga porque deixou a liderança pro Mutley? Salvem-nos, deuses do jornalismo (Hunter Thompson, você me ouve?).
Importante: toda esse texto pode ser jogado no lixo, caso eu tenha acreditado na notícia (que parece verdade) do Muricy como técnico. Se não, desculpem a barrigada.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
GC, o plano furado
Acontece(u) com uma pessoa bem próxima, e direi tudo com dados bem técnicos e sem citar (muitos) nomes. Começou assim, ó: ela torceu o joelho, rompeu o cruzado. Solução: cirurgia. Tem plano de saúde desde sempre - e aqui, vamos chamar o plano dela de GC, ok? Procura médico que trabalhem com o plano, ok, um ótimo médico é encontrado. E aí então começou toda a novela, que relaciona direto com a GC e todos (até agora) seus funcionários.
É engraçado a gente ver como certas companhias de serviços, que pagamos religiosamente, funcionam somente quando preciamos deles. É seguro de carro, imóvel, plano de saúde. Bateu o carro? Bom AGORA vamos ver se eles realmente são tão prestativos como no dia em que me venderam o plano. Bom, pra pessoa que contratou a GC, não são. Chegaram a ir à casa dela, mais de uma vez, e propiciaram todas as facilidades para a contratação de um ótimo plano, que cobre tudo que uma pessoa da idade dela precisa. Inclusive uma cirurgia no joelho. Muito bonito tudo isso, no papel.
E lá se vão três meses de espera desde a ruptura do joelho. SUS? Não, companheiro, plano PRIVADO, pago religiosamente, com direito a ouvir desaforo de atendente! Sim, isso mesmo. Em uma das várias ligações realizadas para a GC, a cliente ainda teve que ouvir que "não teve interesse" suficiente para agilizar a aprovação da cirurgia pela companhia do plano - a GC! Sim, a cliente é responsável pela GC não se agilizar! Faz todo sentido, não? Não, não faz. Fora que cada ligação, uma pessoa diferente, uma história diferente, uma desculpa diferente. Agora, experimentasse ela não pagar um mezinho só. No mesmo dia já ligariam pra cobrar, certo.
O que já está agendado: depois da cirurgia - que ela espera ansiosamente que ainda aconteça em 2009, o cancelamento já está programado, e a tentativa em outra empresa de saúde se consolidará. Uma que prometa os serviços e faça. Afinal, de que adianta trazer ouro no nome se o atendimento vale menos que um latão furado?
É engraçado a gente ver como certas companhias de serviços, que pagamos religiosamente, funcionam somente quando preciamos deles. É seguro de carro, imóvel, plano de saúde. Bateu o carro? Bom AGORA vamos ver se eles realmente são tão prestativos como no dia em que me venderam o plano. Bom, pra pessoa que contratou a GC, não são. Chegaram a ir à casa dela, mais de uma vez, e propiciaram todas as facilidades para a contratação de um ótimo plano, que cobre tudo que uma pessoa da idade dela precisa. Inclusive uma cirurgia no joelho. Muito bonito tudo isso, no papel.
E lá se vão três meses de espera desde a ruptura do joelho. SUS? Não, companheiro, plano PRIVADO, pago religiosamente, com direito a ouvir desaforo de atendente! Sim, isso mesmo. Em uma das várias ligações realizadas para a GC, a cliente ainda teve que ouvir que "não teve interesse" suficiente para agilizar a aprovação da cirurgia pela companhia do plano - a GC! Sim, a cliente é responsável pela GC não se agilizar! Faz todo sentido, não? Não, não faz. Fora que cada ligação, uma pessoa diferente, uma história diferente, uma desculpa diferente. Agora, experimentasse ela não pagar um mezinho só. No mesmo dia já ligariam pra cobrar, certo.
O que já está agendado: depois da cirurgia - que ela espera ansiosamente que ainda aconteça em 2009, o cancelamento já está programado, e a tentativa em outra empresa de saúde se consolidará. Uma que prometa os serviços e faça. Afinal, de que adianta trazer ouro no nome se o atendimento vale menos que um latão furado?
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Esses bruxos...
"Ator de Harry Potter vai a julgamento por cultivo de maconha"
O ator britânico Jamie Waylett, 19 anos, chega a tribunal no centro de Londres. Waylett, que interpreta o personagem Vincent Crabble nos filmes da série Harry Potter, é acusado de cultivar dez pés de maconha

O ator britânico Jamie Waylett, 19 anos, chega a tribunal no centro de Londres. Waylett, que interpreta o personagem Vincent Crabble nos filmes da série Harry Potter, é acusado de cultivar dez pés de maconha

Possível desabafo do rechonchudo ator (favor imaginar sotaque britânico):
- Bloody hell! It's only 10!! Did you see how many Harry... I mean, Daniel has?! I tell you: a lót!! It's too much pressure doing this movies without a good line in any!! No, just doing my fluffy stuff. I'm just the fluffy guy, go boring another one. Maybe Ruppert or Emma! I don't wanna go to Azkhaban, please! Mom?!
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Vamo que vamo!!
Considerações pós-eliminação:
... ao menos o Krieger caiu junto;
... ao menos foi depois de uma derrocada na beira da praia (ou seria do rio?!) do co-irmão;
... ao menos provou pro Autuori que Herrera > Alex Mineiro;
... ao menos essa diretoria sonsa se move (agora);
... e ao menos "eles" são só campeões morais (de novo)!
Que venha o Brasileirão!!!
Vamo, vamo, tricolor!!
... ao menos o Krieger caiu junto;
... ao menos foi depois de uma derrocada na beira da praia (ou seria do rio?!) do co-irmão;
... ao menos provou pro Autuori que Herrera > Alex Mineiro;
... ao menos essa diretoria sonsa se move (agora);
... e ao menos "eles" são só campeões morais (de novo)!
Que venha o Brasileirão!!!
Vamo, vamo, tricolor!!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Sobre o STF
Reproduzo aqui considerações do meu amigo, hehehe (risada Roberto Carlos), Leandro Demori. Concorde ou não, caro leitor, o fato é que está ótimo!
STF derruba exigência de diploma para jornalistas
“O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 17, que jornalista não precisa ter diploma para exercer a profissão. Por 8 votos a 1, o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar.”
Considerações 5-minut no twitter:
. Agora que caiu exigência do diploma, todo mundo vai querer ser jornalista pra ganhar milhões.
. As empresas, claro, irão contratar semi-analfabetos para escrever nos jornais (ops, isso algumas já fazem).
. “Agora um padeiro pode roubar o meu emprego?” Se depois de 4 anos na faculdade tu escreve pior do que o padeiro, sim.
. “Mas o padeiro VAI querer roubar o meu emprego?”. Não.
. “Sem diploma nossos salários serão horríveis!”. Claro! O diploma é que garantia o teu salário de marajá, agora fodel!
. Fim da vida mágica nas redações, dos altos salários, da baixa carga horária e da proteção da classe.
. “E agora, a faculdade de jornalismo não serve pra nada?”. Minha filha, é AGORA que serve (ou não, depende dela).
. “E o sindicato dos jornalistas, se tornou obsoleto?”. Pergunta com 30 anos de atraso (mas talvez agora se torne útil).
STF derruba exigência de diploma para jornalistas
“O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 17, que jornalista não precisa ter diploma para exercer a profissão. Por 8 votos a 1, o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar.”
Considerações 5-minut no twitter:
. Agora que caiu exigência do diploma, todo mundo vai querer ser jornalista pra ganhar milhões.
. As empresas, claro, irão contratar semi-analfabetos para escrever nos jornais (ops, isso algumas já fazem).
. “Agora um padeiro pode roubar o meu emprego?” Se depois de 4 anos na faculdade tu escreve pior do que o padeiro, sim.
. “Mas o padeiro VAI querer roubar o meu emprego?”. Não.
. “Sem diploma nossos salários serão horríveis!”. Claro! O diploma é que garantia o teu salário de marajá, agora fodel!
. Fim da vida mágica nas redações, dos altos salários, da baixa carga horária e da proteção da classe.
. “E agora, a faculdade de jornalismo não serve pra nada?”. Minha filha, é AGORA que serve (ou não, depende dela).
. “E o sindicato dos jornalistas, se tornou obsoleto?”. Pergunta com 30 anos de atraso (mas talvez agora se torne útil).
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Medo de avião
Pra quem me conhece, sabe que meu medo de voar de avião vem de berço, literalmente. É um medo absurdo, bem sei, estatísticas comprovam que é mais perigoso viajar por terra do que pelo ar, acontecem poucos acidentes e por aí vai. Enfim, já viajei de avião, e o medo hoje é controlável, tranquilo, desde que com um calmante no estômago. Aí acontece um absurdo como o voo Brasil-França.
Um acidente mal explicad0, daqueles que fazem pensar muito em como isso foi acontecer. Da falha mecânica à imprudência do piloto, nada é descartado. Acho que o que virá à tona é a explicação mais plausível e menos assustadora. Não haverá certezas, creio, e sim teorias que serão compradas como certas, na falta de algo mais concreto.
Triste ver as famílias na procura de informação, algum alento que diminua um pouco a dor da perda. E a nós, que não somos parentes, a solidariedade e a procura por explicações de motivos que nos aliviem do medo de viajar. Sim, falo baseado em mim, mas penso em quantas pessoas pensarão duas vezes antes de confiar novamente num A330 numa viagem internacional.
Viajarei de avião mais vezes, claro, muito mais, confiando no piloto, que não está ali por acaso, no avião que foi testado e retestado e principalmente na minha fé, que sempre me acompanha da decolagem ao pouso. E o calmante, sempre no estômago.
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Um acidente mal explicad0, daqueles que fazem pensar muito em como isso foi acontecer. Da falha mecânica à imprudência do piloto, nada é descartado. Acho que o que virá à tona é a explicação mais plausível e menos assustadora. Não haverá certezas, creio, e sim teorias que serão compradas como certas, na falta de algo mais concreto.
Triste ver as famílias na procura de informação, algum alento que diminua um pouco a dor da perda. E a nós, que não somos parentes, a solidariedade e a procura por explicações de motivos que nos aliviem do medo de viajar. Sim, falo baseado em mim, mas penso em quantas pessoas pensarão duas vezes antes de confiar novamente num A330 numa viagem internacional.
Viajarei de avião mais vezes, claro, muito mais, confiando no piloto, que não está ali por acaso, no avião que foi testado e retestado e principalmente na minha fé, que sempre me acompanha da decolagem ao pouso. E o calmante, sempre no estômago.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Agora, é?!
Buenas, antes de mais nada: DÁ-LHE GRÊMIO!!!
Pronto.
Ontem, durante a partida do tricolor gaúcho pelas oitavas de final da Libertadores, o narrador comentava da possibilidade de o Grêmio pegar, na próxima fase, não o Caracas ou Cuena, e sim Sport ou Palmeiras. A explicação da federação responsável é para não acontecer como na Libertadores que o Inter ganhou do São Paulo, de ter dois brasileiros na final. Só agora vão pensar nisso?! Se tem cinco times de um mesmo país, a possibilidade de ficarem espalhados nas chaves e que aconteça esse cruzamento não é improvável. Pelo contrário. Acho que não contavam que iriam (vejam só!) os cinco para a próxima fase, eliminando 16 times de outros países. Agora aguenta!
Como só o Palmeiras e Sport (que se eliminam) ficaram do outro lado das chaves que se enfrentam antes da final, a solução seria passá-los antes disso acontecer. Será que a organização é tão desorganizada assim?
Wherever: venha o que vier, o Grêmio tem que passar por cima, e era isso. Vamo que vamo e dá-lhe Grêmio!!!
Pronto.
Ontem, durante a partida do tricolor gaúcho pelas oitavas de final da Libertadores, o narrador comentava da possibilidade de o Grêmio pegar, na próxima fase, não o Caracas ou Cuena, e sim Sport ou Palmeiras. A explicação da federação responsável é para não acontecer como na Libertadores que o Inter ganhou do São Paulo, de ter dois brasileiros na final. Só agora vão pensar nisso?! Se tem cinco times de um mesmo país, a possibilidade de ficarem espalhados nas chaves e que aconteça esse cruzamento não é improvável. Pelo contrário. Acho que não contavam que iriam (vejam só!) os cinco para a próxima fase, eliminando 16 times de outros países. Agora aguenta!
Como só o Palmeiras e Sport (que se eliminam) ficaram do outro lado das chaves que se enfrentam antes da final, a solução seria passá-los antes disso acontecer. Será que a organização é tão desorganizada assim?
Wherever: venha o que vier, o Grêmio tem que passar por cima, e era isso. Vamo que vamo e dá-lhe Grêmio!!!
"Now we're cool, man... digo, chico"
domingo, 3 de maio de 2009
Fake
O assunto não é novo, mas recorrente. Essa coisa de nos americanizarmos na língua funciona de uma maneira meio caótica, não? Veja bem: utilizamos diversas palavras estrangeiras para uma pá de coisas, como fake (falso), deletar (apagar), start (início, começo), link (ligação, vínculo) e mais alguns tantos. É fato que a informática ajudou nisso, e é até justo, mas
- Então vamos dar o start na campanha
- O fulano tem que ter expertise
- Acho que esse twitter é fake
- Me manda um scrap pra me avisar
Aaaahhh!! Povo, temos palavras diversas na nossa língua para tudo isso! Sério, juro! Não se assustem, as mudanças na ortografia não apagaram palavras ou significados - continuam todos lá.
Mas o caótico está - e aí chego então ao ponto que quis escrever esse post -, no fato de que, para outras coisas, não utilizamos as palavras originais, quando deveriam ser. Me refiro aos nomes dos filmes estrangeiros. Ontem assisti Fim dos Tempos, e descobri que o título do filme é muito mais legal: The Happening. O Acontecimento, muito melhor, e muito mais a ver com o que o filme apresenta - até os diálogos teêm gags que relembram o nome do filme o tempo inteiro.
Why, WHY?!?!
Se é pra traduzir, traduz mesmo, não façam essas coisas aberrantes para chamar atenção. Se não der pra traduzir, não ponham subtítulos. Até o Pulp Fiction ganhou um, acho que por não saberem traduzir o original, então ganhou Tempo de Violência. São títulos pra imbecis. Jurassic Park... o Parque dos Dinossauros, aaahh, tá!! Filmes de "comédia" e "terror" são os mais aptos, e normlamente o que era um título até bacaninha para um filme, vira pastelão - e explicam a trama em duas linhas. Mas os exemplos são para todos:
- The Hangover - Se beber, não case (ah, entendi!)
- Last house on the left - Terror na casa do lago (já vi esse, eu acho)
- Dance flick - Ela dança com meu ganso (morri!)
- The ghosts of girlfriends past - Minhas adoráves ex-namoradas (hã?)
- The uninvited - O mistério das duas irmãs (pqp)
- Lars and the real girl - A garota ideal (e o filme até parece legal...)
- Last chance Harvey - Tinha que ser você (ok, somos imbecis!)
Os exemplos citados são poucos, ínfimos, mas dá pra ter uma idéia do que fazem conosco: nos tratam como imbecis. Vejam os ítulos fáceis, tirados de gaveta depois de espanar o pó. Não se dão conta de que, além de retirar parte da obra mudando seu nome, ainda confundem? Terror na casa do lago deve existir uns quinze, com poucas variações, como Terror no chalé do lago, Terror na casa da praia, Horror na casa do lago, Terror na casinha de boneca na praia do horror e por aí vai. Um horror mesmo. Imaginem o contrário, fora das terras brasilis fazendo isso com nossos filmes? Cidade de Deus vira The childs that kilss on the Favela, ou então o Bicho de Sete Cabeças torna-se Going crazy. Legal, né?
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- Então vamos dar o start na campanha
- O fulano tem que ter expertise
- Acho que esse twitter é fake
- Me manda um scrap pra me avisar
Aaaahhh!! Povo, temos palavras diversas na nossa língua para tudo isso! Sério, juro! Não se assustem, as mudanças na ortografia não apagaram palavras ou significados - continuam todos lá.
Mas o caótico está - e aí chego então ao ponto que quis escrever esse post -, no fato de que, para outras coisas, não utilizamos as palavras originais, quando deveriam ser. Me refiro aos nomes dos filmes estrangeiros. Ontem assisti Fim dos Tempos, e descobri que o título do filme é muito mais legal: The Happening. O Acontecimento, muito melhor, e muito mais a ver com o que o filme apresenta - até os diálogos teêm gags que relembram o nome do filme o tempo inteiro.
Why, WHY?!?!
Se é pra traduzir, traduz mesmo, não façam essas coisas aberrantes para chamar atenção. Se não der pra traduzir, não ponham subtítulos. Até o Pulp Fiction ganhou um, acho que por não saberem traduzir o original, então ganhou Tempo de Violência. São títulos pra imbecis. Jurassic Park... o Parque dos Dinossauros, aaahh, tá!! Filmes de "comédia" e "terror" são os mais aptos, e normlamente o que era um título até bacaninha para um filme, vira pastelão - e explicam a trama em duas linhas. Mas os exemplos são para todos:
- The Hangover - Se beber, não case (ah, entendi!)
- Last house on the left - Terror na casa do lago (já vi esse, eu acho)
- Dance flick - Ela dança com meu ganso (morri!)
- The ghosts of girlfriends past - Minhas adoráves ex-namoradas (hã?)
- The uninvited - O mistério das duas irmãs (pqp)
- Lars and the real girl - A garota ideal (e o filme até parece legal...)
- Last chance Harvey - Tinha que ser você (ok, somos imbecis!)
Os exemplos citados são poucos, ínfimos, mas dá pra ter uma idéia do que fazem conosco: nos tratam como imbecis. Vejam os ítulos fáceis, tirados de gaveta depois de espanar o pó. Não se dão conta de que, além de retirar parte da obra mudando seu nome, ainda confundem? Terror na casa do lago deve existir uns quinze, com poucas variações, como Terror no chalé do lago, Terror na casa da praia, Horror na casa do lago, Terror na casinha de boneca na praia do horror e por aí vai. Um horror mesmo. Imaginem o contrário, fora das terras brasilis fazendo isso com nossos filmes? Cidade de Deus vira The childs that kilss on the Favela, ou então o Bicho de Sete Cabeças torna-se Going crazy. Legal, né?
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Sutiã, esse salvador!
As notícias populares são as mais engraçadas, sempre. E algumas não servem só para divertir, mas também... para pensar, vejam só! Como essa aqui:
Metal de sutiã desvia bala em assalto, diz polícia dos EUA
24 de abril de 2009 • 07h40
Uma americana que foi atingida por um disparo sobreviveu graças ao aro de metal de seu sutiã, informou a polícia de Detroit.
Em entrevista ao jornal Detroit News, os policiais disseram que o aro de metal do sutiã desviou a bala.
Uma mulher de 57 anos, cujo nome não foi revelado, estava observando pela janela um assalto à casa de seus vizinhos. Ela foi atingida por um tiro disparado por um dos assaltantes.
A bala estilhaçou a janela, mas não atingiu a mulher graças ao metal do sutiã. Segundo a polícia, a mulher ficou ferida e foi levada ao hospital, mas recebeu alta no mesmo dia.
O crime aconteceu na terça-feira na região oeste de Detroit. Os bandidos conseguiram fugir.
"Nós precisamos de alguns coletes a prova de balas com este material. É um metal muito resistente", disse o policial Eren Stephens Bell ao jornal de Detroit.
Questões a se pensar:
1) Como a polícia nunca pensou em sua tropa utilizar sutiãs ao invés de coletes à prova de balas? Eu digo durante a patrulha.
2) Bacana, a mulher foi lá ver os vizinhos serem assaltados - ajudar que é bom...
3) Às mulheres, não andem mais peladas em casa. Ou não sejam curiosas. Homens que não usam sutiãs, longe das janelas, por favor.
4) E da notícia... eu queria saber dos vizinhos, se também foram salvos por sutiãs!
Metal de sutiã desvia bala em assalto, diz polícia dos EUA
24 de abril de 2009 • 07h40
Uma americana que foi atingida por um disparo sobreviveu graças ao aro de metal de seu sutiã, informou a polícia de Detroit.
Em entrevista ao jornal Detroit News, os policiais disseram que o aro de metal do sutiã desviou a bala.
Uma mulher de 57 anos, cujo nome não foi revelado, estava observando pela janela um assalto à casa de seus vizinhos. Ela foi atingida por um tiro disparado por um dos assaltantes.
A bala estilhaçou a janela, mas não atingiu a mulher graças ao metal do sutiã. Segundo a polícia, a mulher ficou ferida e foi levada ao hospital, mas recebeu alta no mesmo dia.
O crime aconteceu na terça-feira na região oeste de Detroit. Os bandidos conseguiram fugir.
"Nós precisamos de alguns coletes a prova de balas com este material. É um metal muito resistente", disse o policial Eren Stephens Bell ao jornal de Detroit.
Questões a se pensar:
1) Como a polícia nunca pensou em sua tropa utilizar sutiãs ao invés de coletes à prova de balas? Eu digo durante a patrulha.
2) Bacana, a mulher foi lá ver os vizinhos serem assaltados - ajudar que é bom...
3) Às mulheres, não andem mais peladas em casa. Ou não sejam curiosas. Homens que não usam sutiãs, longe das janelas, por favor.
4) E da notícia... eu queria saber dos vizinhos, se também foram salvos por sutiãs!

"Tô protegido"
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Ludibriados
Buenas, gente amiga, parece que fui, fomos ludibriados. Ao menos, é o que parece. O caso da brasileira espancada na suíça ainda vai longe, mas algumas novas informações sugerem um caminho diferente de que acreditei há alguns dias. Parece (sim, parece) que a mulher queria somente uma indenização, e aí escolheu o partido para tentar algum dinheiro - a parte do espancamento, parece, ainda, é verdade. A mutilação, como previa a polícia suíça, teria sido feita por ela mesma, e a gravidez, inexistia. As informações ainda são muito desconexas, o pai parlamentar não deu mais as caras, o namorado suíço idem, e agora só a polícia e a mídia suíça que falam. Bom, se antes comprei a história da compatriota, agora fico duvidoso de todos os envolvidos.
Mas do meu discurso anterior, não retiro nada sobre o tal partido - aquele cartaz diz tudo! Mesmo que não tenha sido eles a marcar o corpo da mulher, o preconceito e discriminação é tão violento quanto. E sei lá também até onde não tem histórias políticas por trás de tudo isso. Será que o tal noivo não deu uma mãozinha - ou uma facadinha, no caso? Será que a mulher é doente? Será que os suíços estão numa força-tarefa para se eximir de qualquer culpa? Será que o tal parlamentar está caçando votos? Será esse texto totalmente inútil? Ou será que tudo já é tão comum que nem nos importamos mais?
Só sei que me entristece toda a história - que ainda não acabou. Pela mentira da mulher, pelos xenófobos políticos, pela miséria humana, que chega a pontos que a gente, infelizmente, ainda se surpreende.
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Mas do meu discurso anterior, não retiro nada sobre o tal partido - aquele cartaz diz tudo! Mesmo que não tenha sido eles a marcar o corpo da mulher, o preconceito e discriminação é tão violento quanto. E sei lá também até onde não tem histórias políticas por trás de tudo isso. Será que o tal noivo não deu uma mãozinha - ou uma facadinha, no caso? Será que a mulher é doente? Será que os suíços estão numa força-tarefa para se eximir de qualquer culpa? Será que o tal parlamentar está caçando votos? Será esse texto totalmente inútil? Ou será que tudo já é tão comum que nem nos importamos mais?
Só sei que me entristece toda a história - que ainda não acabou. Pela mentira da mulher, pelos xenófobos políticos, pela miséria humana, que chega a pontos que a gente, infelizmente, ainda se surpreende.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Questões xenófobas
Sobre a moça que foi atacada na Suíça e teve o corpo marcado com a sigla de um dos principais e mais antigos partidos do país dos Alpes. No ataque a mulher, grávida de gêmeos, perde as crianças. É brasileira, e para azar da Suíça, é filha de secretário parlamentar. Se tudo for verdade, o que impressiona ainda é o racismo, o preconceito ainda ser tão forte - e não só lá, mas em todo o planeta. Em pleno século 21, isso não deveria mais ser admissível. Mas não: a evolução dos anos não leva o progresso do ser humano junto, e as crises econômicas são muito mais importantes que as crises humanitárias. E elas estão sempre presentes, mesmo pra quem não as vê.
O que irrita mais ainda, quando finalmente algo dessa magnitude vêm à tona de uma forma mais visível (obrigado, mídia!), são os absurdos que se lê, vindos das declarações daquele país, como
"não se pode excluir a possibilidade de autoflagelação. Se essas pessoas (os agressores) são de fato do partido, serão expulsas, mas primeiro precisamos saber se tudo isso de fato ocorreu",
dito por Oskar Freysinger, um dos principais nomes do tal partido, o SVP, sigla de Centro de União Democrática (!!). Li bem? É, Democrática mesmo, com um cartaz assim, ó:

e que sugere a autoflagelação de uma mulher grávida, com as letras de um partido "democrático" - que não quer ninguém de fora do país ali ocupando espaço. Claro, autoflagelação faz todo o sentido. Engraçado foi ela ter ido à polícia, já que os que se autoflagelam não costumam reclamar depois. Imagina a fila depois das procissões religiosas, então! Ah, e tem as letras, que a polícia de lá disse que
"investiga em todas as direções. No comunicado, evitou classificar a agressão como ataque racista e não mencionou que alguns dos cortes no corpo da brasileira formavam a sigla do SVP. Mencionou apenas ferimentos em forma de "letras"
que coincidentemente, eram as mesmas do partido! É, tá certo, acho que não tem nada a ver mesmo. Pura perseguição dessa intrusa brasileira no território. E... ei, aquele ali passando não é o Papai Noel?
Espero sinceramente que a indignação brasileira, por meio dos seus representantes legais, seja mais forte do que simples papéis de fax escritos "estamos chateados com vocês". Nada vai trazer de voltas as crianças, e as cicatrizes dessa moça não serão resolvidas só com plástica. Uma cirurgia mental é necessária por lá.
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Em tempo, o que diz ali no cartaz, enquanto a ovelha branca com cara de mimosa empurra delicadamente a pretinha para fora do terreno suíço, é "para criar segurança". Não seria o contrário? Tá, estou sendo maldoso, desculpe. Mas o solzinho risonho no canto inferior direito é uma graça, não?
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O que irrita mais ainda, quando finalmente algo dessa magnitude vêm à tona de uma forma mais visível (obrigado, mídia!), são os absurdos que se lê, vindos das declarações daquele país, como
"não se pode excluir a possibilidade de autoflagelação. Se essas pessoas (os agressores) são de fato do partido, serão expulsas, mas primeiro precisamos saber se tudo isso de fato ocorreu",
dito por Oskar Freysinger, um dos principais nomes do tal partido, o SVP, sigla de Centro de União Democrática (!!). Li bem? É, Democrática mesmo, com um cartaz assim, ó:

e que sugere a autoflagelação de uma mulher grávida, com as letras de um partido "democrático" - que não quer ninguém de fora do país ali ocupando espaço. Claro, autoflagelação faz todo o sentido. Engraçado foi ela ter ido à polícia, já que os que se autoflagelam não costumam reclamar depois. Imagina a fila depois das procissões religiosas, então! Ah, e tem as letras, que a polícia de lá disse que
"investiga em todas as direções. No comunicado, evitou classificar a agressão como ataque racista e não mencionou que alguns dos cortes no corpo da brasileira formavam a sigla do SVP. Mencionou apenas ferimentos em forma de "letras"
que coincidentemente, eram as mesmas do partido! É, tá certo, acho que não tem nada a ver mesmo. Pura perseguição dessa intrusa brasileira no território. E... ei, aquele ali passando não é o Papai Noel?
Espero sinceramente que a indignação brasileira, por meio dos seus representantes legais, seja mais forte do que simples papéis de fax escritos "estamos chateados com vocês". Nada vai trazer de voltas as crianças, e as cicatrizes dessa moça não serão resolvidas só com plástica. Uma cirurgia mental é necessária por lá.
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Em tempo, o que diz ali no cartaz, enquanto a ovelha branca com cara de mimosa empurra delicadamente a pretinha para fora do terreno suíço, é "para criar segurança". Não seria o contrário? Tá, estou sendo maldoso, desculpe. Mas o solzinho risonho no canto inferior direito é uma graça, não?
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
De leve
Hoje comecei a fechar contas no banco onde fui, por muitos anos, cliente. Comecei, pois não basta pagar tudo, tem que esperar "cair no sistema", taxas, escambau. Mas começou, e até a próxima semana, estarei livre. Fiz maus planejamentos, ok, mas bancos tendem a ser abusivos em seus juros, e seus juros sobre juros que inexplicavelmente aparecem de todos os cantos de um contrato que a gente não lê. Wherever...
Posto isso, fica o aviso: cuidado sempre com os bancos. Simples, mas eficaz.
Me sinto leve
Posto isso, fica o aviso: cuidado sempre com os bancos. Simples, mas eficaz.
Me sinto leve
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Crise, que crise?
Ontem ouvi no rádio que a publicidade não têm reclamado da crise. Pelo contrário: conforme uma pesquisa, parece que teve um acréscimo de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. E sabe quum mais comemora? A Rede Globo, claro. Todas (todas!) as cotas para o evento de verão da emissora, o BBB, foram vendidas, somando R$ 54 milhões - e ainda tem uns R$ 40 milhões que esperam receber de merchandising. Tchê, R$ 54 milhões só em um programa!! E quanto ganha mesmo o sobrevivente daquela "tortura" de fazer festa e tomar banho de piscina todo dia? Ah, é: R$ 1 milhãozito. Aí dá pra entender porque a Globo insiste nesse programa, é dinheiro fácil.
Não assisto, não gosto, acho repetitivo e monótono - claro, já assisti alguns episódios de outras versões pra falar isso. E também é impossível ao menos não saber de algo, dada a mídia exagerada que engloba (trocadilho fácil!) o programa. Mas o que me espanta é um cara feito Pedro Bial, que na minha época de faculdade era um nome forte do jornalismo, apresentando esse negócio. Enfim, cada um com seu cada qual.
Prefiro CQC
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Não assisto, não gosto, acho repetitivo e monótono - claro, já assisti alguns episódios de outras versões pra falar isso. E também é impossível ao menos não saber de algo, dada a mídia exagerada que engloba (trocadilho fácil!) o programa. Mas o que me espanta é um cara feito Pedro Bial, que na minha época de faculdade era um nome forte do jornalismo, apresentando esse negócio. Enfim, cada um com seu cada qual.
Prefiro CQC
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Assim é fácil
O Internacional de Porto Alegre quer chegar, até a data de seu centenário, agora em abril, aos 100.000 sócios. Está perto, com 78.000, e a torcida está fazendo de tudo para contribuir. Eis que uma torcedora resolveu associar o seu golden retrivier, de nome Bjorn Borg, para encher as fileiras do Beira-Rio. Ah, por favor!
Vídeo do sócio canino
O que causa surpresa foi o Inter ter aceito isso. Mas logo tudo foi explicado. A dona disse, por telefone, que se tratava de uma criança, e então utilizou seu próprio cpf para cadastrar Bjorn. O clube, ao saber do cão, disse que ele não pode ser sócio (mesmo?). Mas o vice de marketing do Inter, Jorge Avancini, apesar de surpreendido, aproveitou para antecipar o lançamento da linha do Inter para animais de estimação. O clube criará carteirinha para mascotes, com foto (!!) e número fictício, ao custo de R$ 50, sem mensalidade. Com vocês, Avancini:
"O Borg precisará mudar de modalidade. Por mais colorado que seja (!!!!!!!), ele não pode ser sócio do clube (mesmo, mesmo?). A partir de fevereiro, ele será nosso primeiro Mascote Colorado"
Nova meta colorada, 100.000 sócios, humanos ou não. Já posso ver até os slogans das próximas camapanhas para os jogos: "Venha gritar, latir, miar, mugir, grunir... tudo pelo Inter"
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Vídeo do sócio canino
O que causa surpresa foi o Inter ter aceito isso. Mas logo tudo foi explicado. A dona disse, por telefone, que se tratava de uma criança, e então utilizou seu próprio cpf para cadastrar Bjorn. O clube, ao saber do cão, disse que ele não pode ser sócio (mesmo?). Mas o vice de marketing do Inter, Jorge Avancini, apesar de surpreendido, aproveitou para antecipar o lançamento da linha do Inter para animais de estimação. O clube criará carteirinha para mascotes, com foto (!!) e número fictício, ao custo de R$ 50, sem mensalidade. Com vocês, Avancini:
"O Borg precisará mudar de modalidade. Por mais colorado que seja (!!!!!!!), ele não pode ser sócio do clube (mesmo, mesmo?). A partir de fevereiro, ele será nosso primeiro Mascote Colorado"
Nova meta colorada, 100.000 sócios, humanos ou não. Já posso ver até os slogans das próximas camapanhas para os jogos: "Venha gritar, latir, miar, mugir, grunir... tudo pelo Inter"
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