Sugiro a leitura deste texto do Leandro Demori, direto da Itália.
Sobre a cobertura jornalística das recentes catástrofes e suas funções.
Baita texto.
.
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Enem - algumas palavras
O que diz o site do Enem, sobre o mesmo:
O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.
A proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.
As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:
* Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
* Como primeira fase;
* Combinado com o vestibular da instituição;
* Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.
Visto isso, eu não consigo parar de pensar em algumas questões que surgem sem muito esforço. Como, por exemplo, a que ensino (leia-se "qualidade de") os alunos estão se candidatando? Vê-se simplesmente uma forma de vestibular para a entrada em um sistema de ensino gratuito, federal, etc. Mas e daí? Professores (muito) mal pagos e infraestruturas capengas vão resolver de quê? Ou seja: de que adianta todo esse falatório em torno de um modo de classificação se a finalidade a que se propõe não vale tanto assim? Vejo como um desvio de assunto, com uma clara alusão à famosa história do bode.
Ah, você não conhece a história do bode?
Resumidamente: era uma vez uma empresa onde os funcionários clamavam por melhores condições de trabalho e melhores salários. O chefe, então, trouxe num belo dia um bode para a emrpesa, e o deixou no meio da sala principal. Assim, o bode começou a defecar e urinar por todo canto (e muitas vezes no meio do caminho), causando indignação nos trabalhadores, que clamavam pela saída do animal da empresa. O chefe, bonzinho que só, atendeu a demanda, e todos ficaram felizes para sempre.
Capicci?
Quanto ao exame em si, é piada pronta.Nem programa humorístico insiste muito porque vão parecer incompetentes - apesar de ainda render algumas cenas engraçadas. Em toda época de exame, um problema, já não causa surpresa (triste, isso), mais ou menos como filme de terror Z: sabe que vai ser uma bosta, mas todo mundo vai lá e assiste. E no ano que vem, tem de novo. E vem questão inválida, roubo de provas, gráfica suspeita... E todo mundo vai lá e assiste. E pra quê?
O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.
A proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.
As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:
* Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
* Como primeira fase;
* Combinado com o vestibular da instituição;
* Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.
Visto isso, eu não consigo parar de pensar em algumas questões que surgem sem muito esforço. Como, por exemplo, a que ensino (leia-se "qualidade de") os alunos estão se candidatando? Vê-se simplesmente uma forma de vestibular para a entrada em um sistema de ensino gratuito, federal, etc. Mas e daí? Professores (muito) mal pagos e infraestruturas capengas vão resolver de quê? Ou seja: de que adianta todo esse falatório em torno de um modo de classificação se a finalidade a que se propõe não vale tanto assim? Vejo como um desvio de assunto, com uma clara alusão à famosa história do bode.
Ah, você não conhece a história do bode?
Resumidamente: era uma vez uma empresa onde os funcionários clamavam por melhores condições de trabalho e melhores salários. O chefe, então, trouxe num belo dia um bode para a emrpesa, e o deixou no meio da sala principal. Assim, o bode começou a defecar e urinar por todo canto (e muitas vezes no meio do caminho), causando indignação nos trabalhadores, que clamavam pela saída do animal da empresa. O chefe, bonzinho que só, atendeu a demanda, e todos ficaram felizes para sempre.
Capicci?
Quanto ao exame em si, é piada pronta.Nem programa humorístico insiste muito porque vão parecer incompetentes - apesar de ainda render algumas cenas engraçadas. Em toda época de exame, um problema, já não causa surpresa (triste, isso), mais ou menos como filme de terror Z: sabe que vai ser uma bosta, mas todo mundo vai lá e assiste. E no ano que vem, tem de novo. E vem questão inválida, roubo de provas, gráfica suspeita... E todo mundo vai lá e assiste. E pra quê?
"Rezando para que esteja tudo certo. Com a prova, não as respostas."
.
Marcadores:
absurdo,
aprendizado,
comédia,
crítica,
enem,
inutilidades,
lambança
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Padre nas eleições
Se ainda não leu, vale os 5 minutos no texto bem-humorado do Pe. Otto, logo abaixo...
Um grito contra as trevas
Brasileiros e brasileiras! O capeta está solto! Empunhemos nossos terços e Bíblias e até Alcorões, se os houver! Herodes brande a espada afiada contra as criancinhas do Brasil! Ergamos a fogueira! Queimemos os hereges! O aborto e os gays estão espreitando pela janela!
Gente do céu! Que tiririquice! Que babaquice mais que medieval. Que onda inquisitorial graçando em pleno século XXI. A caça às bruxas. O extermínio dos veados. Cruz, credo! Xô Satanás! Estamos apenas tentando eleger um Presidente para o Brasil. Estamos discutindo propostas e projetos para uma boa administração do Brasil. Aborto, gueisismo, pílula, camisinha não é prioridade do momento.
O processo eleitoral corria tranquilo, dentro dos princípios democráticos: discute-aqui- denucia-ali, promete-isso, condena-aquilo, tudo numa boa. De repente a serenidade é detonada por uma horda de aiatolás, talibãs, mulás, numa gritaria ensurdecedora contra os que ameaçam o poder do Altíssimo.
Alguns vestidos de batina (ainda!), outros de mitra e báculo, outros de terno e gravata ostentando Bíblias, todos ecumenicamente de dedo em riste acusador: "ela é a favor do aborto, ele apóia o casamento homem-com-homem, mulher-com-mulher, os dois defendem a distribuição de camisinhas até para as crianças da escola.
Deus do céu! Que atraso! Que tiririquice! Pra começar, arbitrar sobre aborto e formas de casamento é da competência do Congresso Nacional e não do Presidente da República, que apenas sanciona ou veta a disposição do Congresso. Além do mais, aborto e casamento gay nem estão em pauta de discussão, hoje.
Mais importante e pertinente agora é ouvir dos candidatos suas propostas e projetos concretos quanto à saúde, educação de qualidade, distribuição de renda, segurança da população, criação de empregos, formas de apropriação ou não do Estado, relações diplomáticas e econômicas com outros países, transporte, saneamento básico, liberdade de imprensa, desenvolvimento do país, programas sociais, etc., etc.
E mais: estamos num país democrático, regido por uma Constituição Civil e não pelas tábuas da lei de Moisés. É um país democrático e laico e não teocrático, apesar de supostamente religioso. Sua capital é Brasília e não o Vaticano, nem a Canção Nova, nem a sede da Assembléia de Deus, nem a CNBB.
Tentar manipular a consciência do eleitor, ameaçando-o com a ira de Deus é injuriar o próprio Deus que nos criou livres. O dia em que o povo tiver que consultar um aiatolá de plantão tipo Pastor Silas Malafaia, ou um Padre José Augusto (Canção Nova) para votar, é melhor rasgar o título de eleitor e o estatuto da maioridade civil. O que vem se praticando em meios religiosos no momento, é o aborto da eleição, da democracia, da Constituição e do bom senso. Xô Satanás!
Um grito contra as trevas
Brasileiros e brasileiras! O capeta está solto! Empunhemos nossos terços e Bíblias e até Alcorões, se os houver! Herodes brande a espada afiada contra as criancinhas do Brasil! Ergamos a fogueira! Queimemos os hereges! O aborto e os gays estão espreitando pela janela!
Gente do céu! Que tiririquice! Que babaquice mais que medieval. Que onda inquisitorial graçando em pleno século XXI. A caça às bruxas. O extermínio dos veados. Cruz, credo! Xô Satanás! Estamos apenas tentando eleger um Presidente para o Brasil. Estamos discutindo propostas e projetos para uma boa administração do Brasil. Aborto, gueisismo, pílula, camisinha não é prioridade do momento.
O processo eleitoral corria tranquilo, dentro dos princípios democráticos: discute-aqui- denucia-ali, promete-isso, condena-aquilo, tudo numa boa. De repente a serenidade é detonada por uma horda de aiatolás, talibãs, mulás, numa gritaria ensurdecedora contra os que ameaçam o poder do Altíssimo.
Alguns vestidos de batina (ainda!), outros de mitra e báculo, outros de terno e gravata ostentando Bíblias, todos ecumenicamente de dedo em riste acusador: "ela é a favor do aborto, ele apóia o casamento homem-com-homem, mulher-com-mulher, os dois defendem a distribuição de camisinhas até para as crianças da escola.
Deus do céu! Que atraso! Que tiririquice! Pra começar, arbitrar sobre aborto e formas de casamento é da competência do Congresso Nacional e não do Presidente da República, que apenas sanciona ou veta a disposição do Congresso. Além do mais, aborto e casamento gay nem estão em pauta de discussão, hoje.
Mais importante e pertinente agora é ouvir dos candidatos suas propostas e projetos concretos quanto à saúde, educação de qualidade, distribuição de renda, segurança da população, criação de empregos, formas de apropriação ou não do Estado, relações diplomáticas e econômicas com outros países, transporte, saneamento básico, liberdade de imprensa, desenvolvimento do país, programas sociais, etc., etc.
E mais: estamos num país democrático, regido por uma Constituição Civil e não pelas tábuas da lei de Moisés. É um país democrático e laico e não teocrático, apesar de supostamente religioso. Sua capital é Brasília e não o Vaticano, nem a Canção Nova, nem a sede da Assembléia de Deus, nem a CNBB.
Tentar manipular a consciência do eleitor, ameaçando-o com a ira de Deus é injuriar o próprio Deus que nos criou livres. O dia em que o povo tiver que consultar um aiatolá de plantão tipo Pastor Silas Malafaia, ou um Padre José Augusto (Canção Nova) para votar, é melhor rasgar o título de eleitor e o estatuto da maioridade civil. O que vem se praticando em meios religiosos no momento, é o aborto da eleição, da democracia, da Constituição e do bom senso. Xô Satanás!
Pe. Otto Dana
Pároco da Igreja Sant´Ana em Rio Claro, SP
Pároco da Igreja Sant´Ana em Rio Claro, SP
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Sustentabilidade em foco
Acho que o conceito de Sustentabilidade é escanteado nos sites agrupadores de notícias - como G1, Terra, Folha Online e aí por diante. Embora todos falem/escrevam sobre, é difícil ver algum que honre o tema com colunas ou matérias fixas de pessoas que tenham credibilidade para falar.
Mas vi um hoje que me agradei. É o da Rosana Jatobá, a "moça do tempo" da Globo, que iniciou uma coluna fixa no G1 para tratar do assunto. Acho ótimo. Além de ser urgente, falar sobre sustetabilidade exige uma certa propriedade no assunto - que não tenho, mas gosto de ler quem tenha. E eu acho sinceramente que ela tem, depois de uma entrevista que vi com a moça onde ela falava bem mais do que as condições do tempo. Ela vai além. Seguindo um tema que a lógica puramente é fazer o correto para o planeta (e filhos, e netos, e próximas gerações, e vocês mesmo), não é difícil ler sobre uma ideia boa para realizar. O problema é: queremos? Ou até onde os interesses de todos casam com o do nosso umbigo?
Por escolha, não cairei num discurso vazio sobre o tema (já disse, não tenho propriedade suficiente), mas sigo indicando - sempre um começo, não? Espero que o caro leitor encontre algo que seja útil no tema. Eu encontrei, e encontro todo dia.
Mas vi um hoje que me agradei. É o da Rosana Jatobá, a "moça do tempo" da Globo, que iniciou uma coluna fixa no G1 para tratar do assunto. Acho ótimo. Além de ser urgente, falar sobre sustetabilidade exige uma certa propriedade no assunto - que não tenho, mas gosto de ler quem tenha. E eu acho sinceramente que ela tem, depois de uma entrevista que vi com a moça onde ela falava bem mais do que as condições do tempo. Ela vai além. Seguindo um tema que a lógica puramente é fazer o correto para o planeta (e filhos, e netos, e próximas gerações, e vocês mesmo), não é difícil ler sobre uma ideia boa para realizar. O problema é: queremos? Ou até onde os interesses de todos casam com o do nosso umbigo?
Por escolha, não cairei num discurso vazio sobre o tema (já disse, não tenho propriedade suficiente), mas sigo indicando - sempre um começo, não? Espero que o caro leitor encontre algo que seja útil no tema. Eu encontrei, e encontro todo dia.
Assinar:
Postagens (Atom)

