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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

E se...

...o grande filme There Will Be Blood (Sangue Negro, aqui no Braziu), fosse um jogo de videogame, mais precisamente do Super Nintendo?


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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Quem se habilita?

Fãs são, com o perdão do trocadilho e da redundância, fanáticos. Mas os de Star Wars são mais do que isso. Eles são o Mestre Yoda dos fanáticos. Opinião minha: não há filme na história que renda mais participações de seguidores. E agora, inventaram mais uma - onde só o projeto já deixa o megalomaníaco de Carazinho boquiaberto. 473 fãs estão refilmando o primeiro filme da saga (Uma Nova Esperança, de 1977) conjuntamente. Cada um filma uma pequena parte do filme, de alguns segundos, e posta no site para que depois seja tudo misturado pra gente ver como ficou a "obra".

E você pode ser um deles. Isso mesmo, você aí, que semrpe sonhou fazer sua versão daquela cena onde Obi-Wan desaparece pelo sabre de Darth Vader, ou então fazer as vozes de Chewbacca e R2-D2, é a sua chance! Acesse o site que compila as cenas, cadastre-se e faça parte da história de 473 George Lucas genéricos. Mas corra, pois mais da metade das cenas já foram reservadas. Ei, isso pode até dar outro filme...

p.s.: vou refilmar a cena onde Hans Solo pede a Chewbacca para ligar os retropropulsores. Sempre quis colocar uma fala decente no peludo:

- Ah, vai te catar! Liga tu a %$#*#)#$( dos retropropulsores.


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domingo, 3 de maio de 2009

Fake

O assunto não é novo, mas recorrente. Essa coisa de nos americanizarmos na língua funciona de uma maneira meio caótica, não? Veja bem: utilizamos diversas palavras estrangeiras para uma pá de coisas, como fake (falso), deletar (apagar), start (início, começo), link (ligação, vínculo) e mais alguns tantos. É fato que a informática ajudou nisso, e é até justo, mas

- Então vamos dar o start na campanha
- O fulano tem que ter expertise
- Acho que esse twitter é fake
- Me manda um scrap pra me avisar

Aaaahhh!! Povo, temos palavras diversas na nossa língua para tudo isso! Sério, juro! Não se assustem, as mudanças na ortografia não apagaram palavras ou significados - continuam todos lá.

Mas o caótico está - e aí chego então ao ponto que quis escrever esse post -, no fato de que, para outras coisas, não utilizamos as palavras originais, quando deveriam ser. Me refiro aos nomes dos filmes estrangeiros. Ontem assisti Fim dos Tempos, e descobri que o título do filme é muito mais legal: The Happening. O Acontecimento, muito melhor, e muito mais a ver com o que o filme apresenta - até os diálogos teêm gags que relembram o nome do filme o tempo inteiro.

Why, WHY?!?!

Se é pra traduzir, traduz mesmo, não façam essas coisas aberrantes para chamar atenção. Se não der pra traduzir, não ponham subtítulos. Até o Pulp Fiction ganhou um, acho que por não saberem traduzir o original, então ganhou Tempo de Violência. São títulos pra imbecis. Jurassic Park... o Parque dos Dinossauros, aaahh, tá!! Filmes de "comédia" e "terror" são os mais aptos, e normlamente o que era um título até bacaninha para um filme, vira pastelão - e explicam a trama em duas linhas. Mas os exemplos são para todos:

- The Hangover - Se beber, não case (ah, entendi!)
- Last house on the left - Terror na casa do lago (já vi esse, eu acho)
- Dance flick - Ela dança com meu ganso (morri!)
- The ghosts of girlfriends past - Minhas adoráves ex-namoradas (hã?)
- The uninvited - O mistério das duas irmãs (pqp)
- Lars and the real girl - A garota ideal (e o filme até parece legal...)
- Last chance Harvey - Tinha que ser você (ok, somos imbecis!)

Os exemplos citados são poucos, ínfimos, mas dá pra ter uma idéia do que fazem conosco: nos tratam como imbecis. Vejam os ítulos fáceis, tirados de gaveta depois de espanar o pó. Não se dão conta de que, além de retirar parte da obra mudando seu nome, ainda confundem? Terror na casa do lago deve existir uns quinze, com poucas variações, como Terror no chalé do lago, Terror na casa da praia, Horror na casa do lago, Terror na casinha de boneca na praia do horror e por aí vai. Um horror mesmo. Imaginem o contrário, fora das terras brasilis fazendo isso com nossos filmes? Cidade de Deus vira The childs that kilss on the Favela, ou então o Bicho de Sete Cabeças torna-se Going crazy. Legal, né?
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segunda-feira, 2 de março de 2009

Operação Valquíria


Reza a lenda que os filmes do Tom Cruise seguem um roteiro sempre adaptado para o próximo: ele é um canalha (ou algo próximo a isso), sofre um duro baque na vida e depois se regenera até a redenção no final do filme. Realmente, têm sido assim nas suas últimas incursões cinematográficas. Assisti Operação Valquíria e, graças, esse estigma parece ter quebrado. O baque que ele sofre é logo no início do filme, mas ele não é um canalha - ao menos, não o canalha de sempre. Arrependido por ser um seguidor de Hitler, ele entra num plano final de outros que pensam como ele para tirar o bigodinho do poder, e reerguer a Alemanha antes que o pior aconteça. E o pior, sabemos, aconteceu.
A atuação de Cruise é sempre a mesma, contida, o olhar obstinado, mas se supera nas partes do corpo que ele perde - não pensa bobagem, leitor, é o olho, uma mão e alguns dedos - e faz questão de mostrar (ou não!) no filme. Há, inclusive, cenas ótimas que ilustram bem esse fato. Não vou entregar, vá ver o filme. O bom elenco ainda conta com Kenneth Branagah, Bill Nighy, Terence Stamp e o sempre ótimo Tom Wilkinson. O que faz o Hitler, o desconhecido David Bamber, sinceramente, é fraco - depois de A Queda, acho difícil aparecer outro ator que faça um personificação impecável do Fuhrer como Bruno Ganz.
Voltemos à Valquíria. O que fica de maior mensagem é a humanização dos alemães, rotulados como nazistas durante muitos e muitos anos. Não dá para culpar quem acusa, nunca, mas como diz um velho ditado, toda unanimidade é burra. Uma das frases que mais emocionam no filme é quando um dos generais que quer tirar Hitler do poder diz que "temos que mostrar ao mundo que não somos todos como eles". Resume a orientação do filme e seu objetivo para o espectador - mostrar que nem todos os alemães eram seguidores do nazismo, e que não eram somente coadjuvantes passivos da obstinação de Hitler. Ainda que o intuito inicial tenha sido um insucesso, a vontade desses homens - e de muitos outros, foi cumprida a duras penas.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Canal aberto - ou quase

O presidente da polícia mundial tem um blog para divulgar suas ações e pensamentos sobre assuntos diversos. Obviamente não escrito pelo próprio, mas supõe-se que aprovado por ele, os posts são curtos e diretos, um diário aberto mesmo.

Blog do Obama

A iniciativa é válida, até para personificar um pouco a transparência prometida em campanha. E digo mais: gostei.

Enquanto isso, em terra brasilis, estão fazendo um (novo) filme sobre o nosso presidente. Para ser apresentado no primeiro dia no ano que vem, Lula, o Filho do Brasil está sendo filmado por Bruno Barreto e tem a Glória Pires como mãe do homi. A película mostrará da infância até o engajamento sindical do presidente, nos anos 80. Ficará de fora, portanto, sua vida no Planalto. Será uma biografia romanceada, diferente de outros dois documentários relacionados a Lula (Entreatos e Peões) já lançados. Mas um filme do presidente - mesmo não abrangendo sua fase política atual - tem todas as chances de ser visto como cabo eleitoral. Eu só espero que seja bom. Afinal, porque só os presidentes americanos podem virar filme?
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Curioso, no mínimo


Assisti O Curioso Caso de Banjamin Button, mega-produção (é com hífen?) com Brad Pitt e Cate Blanchet, que conta a história de um bebê que nasce velho e vai rejuvenescendo. Gostei bastante, por juntar vários pontos que agradam numa película: idéia de história interessante, baseada num conto de F. Scott Fitzgerald; ótimos atores; produção dos parceiros do Spilberg; e uma maquiagem e efeitos que valem o ingresso. Seus 150 minutos não cansam, são na medida para acompanhar a (in)maturidade do personagem que não sabe que é velho, e que amadurece com a aparente vantagem que já foi sonhada por muita gente: ficar mais novo, fisicamente. "Queria ter uns vinte anos menos com a experiência de hoje", dizia um amigo meu, na idéia de ter a vitalidade plena da juventude sem os percalços que ela também traz. Mas o filme mostra justamente que isso não importa - e pode até atrapalhar. É mais ou menos como ser imortal, e ver todos os entes queridos à sua volta perecerem - essa idéia também já tem em filme.
Palmas também ao diretor David Fincher, que soube organizar uma história densa e marcante numa linguagem visual leve e descontraída. Tudo para que o personagem principal não seja tão diferente dos demais. E, afinal, quem é o diferente na história? Obviamente, não entregarei as partes cruciais da história para não estragar nenhuma surpresa. Peço apenas que atentem aos detalhes de cada personagem, que na mensagem final mostram-se mais importantes do que aparentavam. O resto, vocês desvendam depois. A certeza é de sair da sessão um pouco mais leve com a história do garoto que, na contramão da linearidade de vida como a conhecemos, passa uma bonita mensagem de uma outra vida que não deve ficar só na ficção.
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