Não sei se já conhecem, mas achei bonita a ideia... Recebi assim:
"O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho. Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br/ escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento. Pessoal, é muito linda a reação de esperança dos pacientes. Participe, sempre que puder. As mensagens são em tempo real e diariamente num telão do hospital.
Paz e luz em seus dias."
É isso.
Bonito.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
terça-feira, 10 de novembro de 2009
GC, o plano furado
Acontece(u) com uma pessoa bem próxima, e direi tudo com dados bem técnicos e sem citar (muitos) nomes. Começou assim, ó: ela torceu o joelho, rompeu o cruzado. Solução: cirurgia. Tem plano de saúde desde sempre - e aqui, vamos chamar o plano dela de GC, ok? Procura médico que trabalhem com o plano, ok, um ótimo médico é encontrado. E aí então começou toda a novela, que relaciona direto com a GC e todos (até agora) seus funcionários.
É engraçado a gente ver como certas companhias de serviços, que pagamos religiosamente, funcionam somente quando preciamos deles. É seguro de carro, imóvel, plano de saúde. Bateu o carro? Bom AGORA vamos ver se eles realmente são tão prestativos como no dia em que me venderam o plano. Bom, pra pessoa que contratou a GC, não são. Chegaram a ir à casa dela, mais de uma vez, e propiciaram todas as facilidades para a contratação de um ótimo plano, que cobre tudo que uma pessoa da idade dela precisa. Inclusive uma cirurgia no joelho. Muito bonito tudo isso, no papel.
E lá se vão três meses de espera desde a ruptura do joelho. SUS? Não, companheiro, plano PRIVADO, pago religiosamente, com direito a ouvir desaforo de atendente! Sim, isso mesmo. Em uma das várias ligações realizadas para a GC, a cliente ainda teve que ouvir que "não teve interesse" suficiente para agilizar a aprovação da cirurgia pela companhia do plano - a GC! Sim, a cliente é responsável pela GC não se agilizar! Faz todo sentido, não? Não, não faz. Fora que cada ligação, uma pessoa diferente, uma história diferente, uma desculpa diferente. Agora, experimentasse ela não pagar um mezinho só. No mesmo dia já ligariam pra cobrar, certo.
O que já está agendado: depois da cirurgia - que ela espera ansiosamente que ainda aconteça em 2009, o cancelamento já está programado, e a tentativa em outra empresa de saúde se consolidará. Uma que prometa os serviços e faça. Afinal, de que adianta trazer ouro no nome se o atendimento vale menos que um latão furado?
É engraçado a gente ver como certas companhias de serviços, que pagamos religiosamente, funcionam somente quando preciamos deles. É seguro de carro, imóvel, plano de saúde. Bateu o carro? Bom AGORA vamos ver se eles realmente são tão prestativos como no dia em que me venderam o plano. Bom, pra pessoa que contratou a GC, não são. Chegaram a ir à casa dela, mais de uma vez, e propiciaram todas as facilidades para a contratação de um ótimo plano, que cobre tudo que uma pessoa da idade dela precisa. Inclusive uma cirurgia no joelho. Muito bonito tudo isso, no papel.
E lá se vão três meses de espera desde a ruptura do joelho. SUS? Não, companheiro, plano PRIVADO, pago religiosamente, com direito a ouvir desaforo de atendente! Sim, isso mesmo. Em uma das várias ligações realizadas para a GC, a cliente ainda teve que ouvir que "não teve interesse" suficiente para agilizar a aprovação da cirurgia pela companhia do plano - a GC! Sim, a cliente é responsável pela GC não se agilizar! Faz todo sentido, não? Não, não faz. Fora que cada ligação, uma pessoa diferente, uma história diferente, uma desculpa diferente. Agora, experimentasse ela não pagar um mezinho só. No mesmo dia já ligariam pra cobrar, certo.
O que já está agendado: depois da cirurgia - que ela espera ansiosamente que ainda aconteça em 2009, o cancelamento já está programado, e a tentativa em outra empresa de saúde se consolidará. Uma que prometa os serviços e faça. Afinal, de que adianta trazer ouro no nome se o atendimento vale menos que um latão furado?
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Saúde!
Me dei conta que minhas preocupações com assuntos públicos se dão mais em termos mais abrangentes, cruzando fronteiras além rua. Não sei se é meu espírito de enxergar além do meu (grande) nariz, e também não sei se isso é bom ou ruim, só sei que me dei conta disso. Os mendigos que ficam à calçada me dão tristeza, mas é uma tristeza comedida, uma coisa que não sei bem explicar, ela some em seguida, e me deixa consternado, e aceito. Não gosto nem um pouco, me entristeço, e aceito. E parto para preocupações mais distantes, alcançando um planeta inteiro, como os testes de fusões que não levará a nada, a não ser, talvez, um pequeno big bang, ou então aos trocentos protocoloes de Kioto que insistem em não seguir.
Agora, por exemplo, a gripe dos porcos. Primeiro, pensei que seria mais uma "aviária", que apesar de existir já não causa calafrios globais. Lembro de ficar com muito mais medo do ebola, o tal vírus criado pro exército que quase fugiu do controle. A pandemia já está instalada, ao menos nas mentes de todos. A preocupação é extrema - não se pode nem dizer "saúde" se alguém espirrar perto. O negócio é fugir. Aí vem a minha mente de novo: isso vai passar, não será nada de muito grave (em termos mundiais, claro), e com certeza teremos tudo sob controle... até a próxima. O que me deixou bastante abatido foi ouvir a notícia de uma criança, nem dois anos, tão frágil, vítima do tal vírus. Não conheci, nem conheceria, mas só a idéia de que alguém com tão pouco tempo de vida tenha partido me entristeceu.
Talvez assim seja a mídia, procurando sempre um meio de chocar: porque, em meio a tantas vítimas, falar de uma criança? Não tiro o mérito da informação, a procura por acalmar a população, orientar e tudo o mais. Talvez isso sirva para nos lembrar que somos, sim, frágeis, que uma gripe, seja de qualquer animal, pode nos derrubar, e que aquele homem dormindo na calçada corra tanto risco quanto os habitantes do México. Talvez seja eu, que não deveria pensar tanto nisso, e que nem deveria estar escrevendo isso... mas quis dividir essa pequena angústia. Amanhã é outro dia, e será melhor. E caso você espirre, saúde, de verdade.
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Agora, por exemplo, a gripe dos porcos. Primeiro, pensei que seria mais uma "aviária", que apesar de existir já não causa calafrios globais. Lembro de ficar com muito mais medo do ebola, o tal vírus criado pro exército que quase fugiu do controle. A pandemia já está instalada, ao menos nas mentes de todos. A preocupação é extrema - não se pode nem dizer "saúde" se alguém espirrar perto. O negócio é fugir. Aí vem a minha mente de novo: isso vai passar, não será nada de muito grave (em termos mundiais, claro), e com certeza teremos tudo sob controle... até a próxima. O que me deixou bastante abatido foi ouvir a notícia de uma criança, nem dois anos, tão frágil, vítima do tal vírus. Não conheci, nem conheceria, mas só a idéia de que alguém com tão pouco tempo de vida tenha partido me entristeceu.
Talvez assim seja a mídia, procurando sempre um meio de chocar: porque, em meio a tantas vítimas, falar de uma criança? Não tiro o mérito da informação, a procura por acalmar a população, orientar e tudo o mais. Talvez isso sirva para nos lembrar que somos, sim, frágeis, que uma gripe, seja de qualquer animal, pode nos derrubar, e que aquele homem dormindo na calçada corra tanto risco quanto os habitantes do México. Talvez seja eu, que não deveria pensar tanto nisso, e que nem deveria estar escrevendo isso... mas quis dividir essa pequena angústia. Amanhã é outro dia, e será melhor. E caso você espirre, saúde, de verdade.
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