Sugiro a leitura deste texto do Leandro Demori, direto da Itália.
Sobre a cobertura jornalística das recentes catástrofes e suas funções.
Baita texto.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Uma foto, alguns dizeres
Mais um ano, e as chuvas novamente são o centro das atenções midiáticas no Brasil. E enquanto a grande massa fica aplaudindo a busca pelos culpados, não dão atenção ao próprio umbigo. Uma coisa é falta de estrutura, recolhimento de lixo e construções em locais impróprios. Outra, e que poderia ajudar MUITO a evitar os alagamentos por aí é a educação dessa mesma massa que sabe muito bem reclamar, mas muitas vezes não sabe agir.
Essa foto aí em cima é o lixo que estava à margem do Rio Pinheiros, sem São Paulo. E foi tirada em 2007. Não é novo, portanto, o problema. Mas a atitude da população não mudou em quase nada em relação a isso. Triste saber que aqui em Porto Alegre, por exemplo, cem pneus são retirados diariamente do Arroio Dilúvio, que corta a cidade. Cem. Diariamente. Os pneus não rolaram sozinhos pra lá, rolaram? Ou já existem pneus suicidas? O lixo não é suicida, mas nós o fazemos, efetivamente, mortal.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Você está intimado
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Sustentabilidade em foco
Acho que o conceito de Sustentabilidade é escanteado nos sites agrupadores de notícias - como G1, Terra, Folha Online e aí por diante. Embora todos falem/escrevam sobre, é difícil ver algum que honre o tema com colunas ou matérias fixas de pessoas que tenham credibilidade para falar.
Mas vi um hoje que me agradei. É o da Rosana Jatobá, a "moça do tempo" da Globo, que iniciou uma coluna fixa no G1 para tratar do assunto. Acho ótimo. Além de ser urgente, falar sobre sustetabilidade exige uma certa propriedade no assunto - que não tenho, mas gosto de ler quem tenha. E eu acho sinceramente que ela tem, depois de uma entrevista que vi com a moça onde ela falava bem mais do que as condições do tempo. Ela vai além. Seguindo um tema que a lógica puramente é fazer o correto para o planeta (e filhos, e netos, e próximas gerações, e vocês mesmo), não é difícil ler sobre uma ideia boa para realizar. O problema é: queremos? Ou até onde os interesses de todos casam com o do nosso umbigo?
Por escolha, não cairei num discurso vazio sobre o tema (já disse, não tenho propriedade suficiente), mas sigo indicando - sempre um começo, não? Espero que o caro leitor encontre algo que seja útil no tema. Eu encontrei, e encontro todo dia.
Mas vi um hoje que me agradei. É o da Rosana Jatobá, a "moça do tempo" da Globo, que iniciou uma coluna fixa no G1 para tratar do assunto. Acho ótimo. Além de ser urgente, falar sobre sustetabilidade exige uma certa propriedade no assunto - que não tenho, mas gosto de ler quem tenha. E eu acho sinceramente que ela tem, depois de uma entrevista que vi com a moça onde ela falava bem mais do que as condições do tempo. Ela vai além. Seguindo um tema que a lógica puramente é fazer o correto para o planeta (e filhos, e netos, e próximas gerações, e vocês mesmo), não é difícil ler sobre uma ideia boa para realizar. O problema é: queremos? Ou até onde os interesses de todos casam com o do nosso umbigo?
Por escolha, não cairei num discurso vazio sobre o tema (já disse, não tenho propriedade suficiente), mas sigo indicando - sempre um começo, não? Espero que o caro leitor encontre algo que seja útil no tema. Eu encontrei, e encontro todo dia.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Barrigada 2.0
Acredito que um dos recursos (podemos chamar assim?) jornalísticos mais utilizados seja a barrigada, que consiste no também conhecido "chute", executado através de um aparelho científico chamado "chutômetro". Com o advento da deliciosa rede mundial de computadores, que permite todos serem fontes de verdades absurdas, a barrigada se tornou mais frequente - e mais requisitada. Exemplo disso é a escolha para o novo técnico da sele$$ão - que, parece, é o Muricy Mutley. Antes do anúncio, no entanto, ouvi de vários repórteres várias "certezas", como Mano Menezes (amplamente divulgado) e até de que Renê Simões (hã?) seria anunciado como novo técnico hoje. Sem nem dizer "foi um engano", toca o barco, esquece o que disse há um minuto e apresenta o novo técnico, com toda a cara de pau que mamãe deu.
Aqui no RS, então, é uma disputa acirrada pra ver quem dá o furo primeiro (no bom sentido - ou não, depende do seu ponto de vista), em jornalismo esportivo, principalmente. Quando Celso Roth estava para cair na sua última vinda ao Estado pelo Tricolor, no meio do último jogo, no momento que o Grêmio leva mais um gol, um repórter de campo já anunciava, com "toda certeza" que Geninho era o novo técnico do time. Verdade, se ele tivesse um leprechaun no bolso para consultas ultra rápidas. Geninho nunca veio para o Grêmio.
É triste assistir, ler e ouvir que a falta de matérias decentes para suprir um (bom) espaço que os veículos de comunicação têm seja preenchida com chutes, barrigadas e comentários do tipo "Ricardo Teixeira estava esperando ver quem seria o líder do Brasileirão para convidar o técnico". Não vou com a cara do Teixeira, mas um pensamento desses fere até mesmo o mais idiota. Quer dizer que o Mano "perdeu" a vaga porque deixou a liderança pro Mutley? Salvem-nos, deuses do jornalismo (Hunter Thompson, você me ouve?).
Importante: toda esse texto pode ser jogado no lixo, caso eu tenha acreditado na notícia (que parece verdade) do Muricy como técnico. Se não, desculpem a barrigada.
Aqui no RS, então, é uma disputa acirrada pra ver quem dá o furo primeiro (no bom sentido - ou não, depende do seu ponto de vista), em jornalismo esportivo, principalmente. Quando Celso Roth estava para cair na sua última vinda ao Estado pelo Tricolor, no meio do último jogo, no momento que o Grêmio leva mais um gol, um repórter de campo já anunciava, com "toda certeza" que Geninho era o novo técnico do time. Verdade, se ele tivesse um leprechaun no bolso para consultas ultra rápidas. Geninho nunca veio para o Grêmio.
É triste assistir, ler e ouvir que a falta de matérias decentes para suprir um (bom) espaço que os veículos de comunicação têm seja preenchida com chutes, barrigadas e comentários do tipo "Ricardo Teixeira estava esperando ver quem seria o líder do Brasileirão para convidar o técnico". Não vou com a cara do Teixeira, mas um pensamento desses fere até mesmo o mais idiota. Quer dizer que o Mano "perdeu" a vaga porque deixou a liderança pro Mutley? Salvem-nos, deuses do jornalismo (Hunter Thompson, você me ouve?).
Importante: toda esse texto pode ser jogado no lixo, caso eu tenha acreditado na notícia (que parece verdade) do Muricy como técnico. Se não, desculpem a barrigada.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
Artigo sobre o diploma
Requiem por um diploma
por Zélia Leal Adghirni *
Como professora de jornalismo na Universidade de Brasília há mais de 15 anos e como jornalista que fui durante duas décadas, no Brasil e no exterior, senti-me indignada com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Considero o voto dos ministros do STF uma afronta aos jornalistas e uma ofensa à sociedade. Basta ouvir os argumentos dos magistrados para perceber o total desconhecimento desta área. Eles acreditam ainda que o jornalismo é “uma arte” (comparada a uma arte gastronômica, segundo o ministro Gilmar Mendes) e “uma vocação”. Em tempos de jornalismo digital, quando as tecnologias de comunicação colocam novos e inquietantes desafios para os profissionais, oito ministros do STF recuaram dois séculos para decretar o fim de uma profissão historicamente construída, com seus valores éticos, sua ciência e suas técnicas. Nos séculos XVIII e XIX escritores renomados como José de Alencar e Machado de Assis publicavam artigos na imprensa. Mas não por isso se consideravam jornalistas. Foi preciso que surgisse João do Rio, o primeiro repórter brasileiro, para mostrar que a reportagem de rua era mais importante para a sociedade do que a crônica literária de autor.
Afirmar que a exigência do diploma é um entulho do regime militar é um falso argumento. A luta começou bem antes do golpe militar de 1964. Que a profissão tenha sido regulamentada em 1969 é uma mera coincidência. A primeira tentativa de regulamentação da profissão de jornalista foi um decreto do então presidente Jânio Quadros, em 1961. O decreto se referia a uma regulamentação explícita de 1938 (Getúlio Vargas) que determinava a criação de escolas de preparação ao jornalismo, destinadas à formação de profissionais de imprensa. A Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, foi o primeiro jornal a contestar a medida. Não faltaram juristas para refutar a decisão e o argumento usado para a inconstitucionalidade foi a falta de tramitação no Congresso. Um Congresso que agora, com raras vozes de exceção, calou-se diante do STF. A sociedade também não foi ouvida, não houve audiência pública. A decisão dos ministros, quase por unanimidade, foi autoritária e retrógrada.
O Brasil tinha uma das legislações mais justas em relação ao acesso profissional, firmada no ensino universitário e abalizada pelos órgãos da categoria. O recém-formado entrava no mercado com um preparo básico que seria aperfeiçoado nas rotinas produtivas do ofício, como os médicos e os advogados.
Todas as profissões se institucionalizaram através das práticas e do acúmulo de saber que proporcionam a pesquisa contínua e a permanente recriação de instrumentos de trabalho. Se as demais profissões exigem formação especializada, por que o jornalista nasceria pronto, com talento inato? Já dizia Jospeh Pulitzer, o “pai” do jornalismo moderno, que “a única posição que um homem pode triunfalmente atingir pelo simples fato de ter nascido, é a de idiota”. Para qualquer outra, “some training is required”. O argumento de que em outros países não há necessidade do diploma demonstra total ignorância do tema. Os meios de acesso ao profissionalismo são extremamente filtrados e obedecem a critérios muito mais complexos que os nossos. Na França, por exemplo, o interessado deve provar diante de uma comissão de especialistas que o jornalismo é sua principal fonte de renda.
Se, a partir de agora, o registro de jornalista no Ministério do Trabalho "perdeu o sentido", assim como todos os outros aspectos que regulamentavam a profissão, é preciso definir os critérios para a contratação de profissionais. As empresas dizem que será dada preferência a quem tiver passado por uma boa escola de jornalismo. Serão estabelecidos critérios para as 400 escolas de jornalismo do país para saber quais são as boas?
Outra falácia é confundir liberdade de expressão com liberdade de profissão. A figura do colaborador já existia na antiga legislação. São especialistas convidados pelas mídias, que publicam artigos e comentários nos espaços de Opinião, remunerados ou não. Assim, podemos ler artigos do ex-ministro Jarbas Passarinho, da socióloga Barbara Freitag, do médico Dráuzio Varela nas páginas mais nobres da imprensa, dentro dos gêneros opinativos (os acadêmicos trabalham com a tradição dos gêneros opinativos e gêneros informativos, conceitos elaborados pelo professor Jose Marques de Melo (Cátedra Unesco de Jornalismo) em sua extensa obra universitária.
A Fenaj nunca se opôs a estas colaborações muito bem vindas, mas o exercício profissional no cotidiano é o outro. Os especialistas colaboradores aceitariam ser “repórter por um dia”? É o repórter, quase sempre anônimo, que vai para a rua gastar a sola do sapato na Esplanada dos Ministérios, na Favela da Maré, na cobertura da entrevista coletiva à imprensa, na greve dos operários, nos acidentes de trânsito e assim por diante. O jornalista sabe que neste oficio há mais transpiração que inspiração. Só o jornalista, como mediador, pode organizar o caos, selecionar e divulgar tudo aquilo que quebra a superfície lisa do cotidiano para transformar acontecimentos em notícias.O resto é amadorismo.
Que o luto de hoje se transforme em luta, é o que desejo aos alunos de jornalismo a partir de agora.
* Zélia Leal Adghirni é jornalista e professora de jornalismo na Universidade de Brasília.
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por Zélia Leal Adghirni *
Como professora de jornalismo na Universidade de Brasília há mais de 15 anos e como jornalista que fui durante duas décadas, no Brasil e no exterior, senti-me indignada com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Considero o voto dos ministros do STF uma afronta aos jornalistas e uma ofensa à sociedade. Basta ouvir os argumentos dos magistrados para perceber o total desconhecimento desta área. Eles acreditam ainda que o jornalismo é “uma arte” (comparada a uma arte gastronômica, segundo o ministro Gilmar Mendes) e “uma vocação”. Em tempos de jornalismo digital, quando as tecnologias de comunicação colocam novos e inquietantes desafios para os profissionais, oito ministros do STF recuaram dois séculos para decretar o fim de uma profissão historicamente construída, com seus valores éticos, sua ciência e suas técnicas. Nos séculos XVIII e XIX escritores renomados como José de Alencar e Machado de Assis publicavam artigos na imprensa. Mas não por isso se consideravam jornalistas. Foi preciso que surgisse João do Rio, o primeiro repórter brasileiro, para mostrar que a reportagem de rua era mais importante para a sociedade do que a crônica literária de autor.
Afirmar que a exigência do diploma é um entulho do regime militar é um falso argumento. A luta começou bem antes do golpe militar de 1964. Que a profissão tenha sido regulamentada em 1969 é uma mera coincidência. A primeira tentativa de regulamentação da profissão de jornalista foi um decreto do então presidente Jânio Quadros, em 1961. O decreto se referia a uma regulamentação explícita de 1938 (Getúlio Vargas) que determinava a criação de escolas de preparação ao jornalismo, destinadas à formação de profissionais de imprensa. A Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, foi o primeiro jornal a contestar a medida. Não faltaram juristas para refutar a decisão e o argumento usado para a inconstitucionalidade foi a falta de tramitação no Congresso. Um Congresso que agora, com raras vozes de exceção, calou-se diante do STF. A sociedade também não foi ouvida, não houve audiência pública. A decisão dos ministros, quase por unanimidade, foi autoritária e retrógrada.
O Brasil tinha uma das legislações mais justas em relação ao acesso profissional, firmada no ensino universitário e abalizada pelos órgãos da categoria. O recém-formado entrava no mercado com um preparo básico que seria aperfeiçoado nas rotinas produtivas do ofício, como os médicos e os advogados.
Todas as profissões se institucionalizaram através das práticas e do acúmulo de saber que proporcionam a pesquisa contínua e a permanente recriação de instrumentos de trabalho. Se as demais profissões exigem formação especializada, por que o jornalista nasceria pronto, com talento inato? Já dizia Jospeh Pulitzer, o “pai” do jornalismo moderno, que “a única posição que um homem pode triunfalmente atingir pelo simples fato de ter nascido, é a de idiota”. Para qualquer outra, “some training is required”. O argumento de que em outros países não há necessidade do diploma demonstra total ignorância do tema. Os meios de acesso ao profissionalismo são extremamente filtrados e obedecem a critérios muito mais complexos que os nossos. Na França, por exemplo, o interessado deve provar diante de uma comissão de especialistas que o jornalismo é sua principal fonte de renda.
Se, a partir de agora, o registro de jornalista no Ministério do Trabalho "perdeu o sentido", assim como todos os outros aspectos que regulamentavam a profissão, é preciso definir os critérios para a contratação de profissionais. As empresas dizem que será dada preferência a quem tiver passado por uma boa escola de jornalismo. Serão estabelecidos critérios para as 400 escolas de jornalismo do país para saber quais são as boas?
Outra falácia é confundir liberdade de expressão com liberdade de profissão. A figura do colaborador já existia na antiga legislação. São especialistas convidados pelas mídias, que publicam artigos e comentários nos espaços de Opinião, remunerados ou não. Assim, podemos ler artigos do ex-ministro Jarbas Passarinho, da socióloga Barbara Freitag, do médico Dráuzio Varela nas páginas mais nobres da imprensa, dentro dos gêneros opinativos (os acadêmicos trabalham com a tradição dos gêneros opinativos e gêneros informativos, conceitos elaborados pelo professor Jose Marques de Melo (Cátedra Unesco de Jornalismo) em sua extensa obra universitária.
A Fenaj nunca se opôs a estas colaborações muito bem vindas, mas o exercício profissional no cotidiano é o outro. Os especialistas colaboradores aceitariam ser “repórter por um dia”? É o repórter, quase sempre anônimo, que vai para a rua gastar a sola do sapato na Esplanada dos Ministérios, na Favela da Maré, na cobertura da entrevista coletiva à imprensa, na greve dos operários, nos acidentes de trânsito e assim por diante. O jornalista sabe que neste oficio há mais transpiração que inspiração. Só o jornalista, como mediador, pode organizar o caos, selecionar e divulgar tudo aquilo que quebra a superfície lisa do cotidiano para transformar acontecimentos em notícias.O resto é amadorismo.
Que o luto de hoje se transforme em luta, é o que desejo aos alunos de jornalismo a partir de agora.
* Zélia Leal Adghirni é jornalista e professora de jornalismo na Universidade de Brasília.
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Sobre o STF
Reproduzo aqui considerações do meu amigo, hehehe (risada Roberto Carlos), Leandro Demori. Concorde ou não, caro leitor, o fato é que está ótimo!
STF derruba exigência de diploma para jornalistas
“O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 17, que jornalista não precisa ter diploma para exercer a profissão. Por 8 votos a 1, o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar.”
Considerações 5-minut no twitter:
. Agora que caiu exigência do diploma, todo mundo vai querer ser jornalista pra ganhar milhões.
. As empresas, claro, irão contratar semi-analfabetos para escrever nos jornais (ops, isso algumas já fazem).
. “Agora um padeiro pode roubar o meu emprego?” Se depois de 4 anos na faculdade tu escreve pior do que o padeiro, sim.
. “Mas o padeiro VAI querer roubar o meu emprego?”. Não.
. “Sem diploma nossos salários serão horríveis!”. Claro! O diploma é que garantia o teu salário de marajá, agora fodel!
. Fim da vida mágica nas redações, dos altos salários, da baixa carga horária e da proteção da classe.
. “E agora, a faculdade de jornalismo não serve pra nada?”. Minha filha, é AGORA que serve (ou não, depende dela).
. “E o sindicato dos jornalistas, se tornou obsoleto?”. Pergunta com 30 anos de atraso (mas talvez agora se torne útil).
STF derruba exigência de diploma para jornalistas
“O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 17, que jornalista não precisa ter diploma para exercer a profissão. Por 8 votos a 1, o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar.”
Considerações 5-minut no twitter:
. Agora que caiu exigência do diploma, todo mundo vai querer ser jornalista pra ganhar milhões.
. As empresas, claro, irão contratar semi-analfabetos para escrever nos jornais (ops, isso algumas já fazem).
. “Agora um padeiro pode roubar o meu emprego?” Se depois de 4 anos na faculdade tu escreve pior do que o padeiro, sim.
. “Mas o padeiro VAI querer roubar o meu emprego?”. Não.
. “Sem diploma nossos salários serão horríveis!”. Claro! O diploma é que garantia o teu salário de marajá, agora fodel!
. Fim da vida mágica nas redações, dos altos salários, da baixa carga horária e da proteção da classe.
. “E agora, a faculdade de jornalismo não serve pra nada?”. Minha filha, é AGORA que serve (ou não, depende dela).
. “E o sindicato dos jornalistas, se tornou obsoleto?”. Pergunta com 30 anos de atraso (mas talvez agora se torne útil).
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Saúde!
Me dei conta que minhas preocupações com assuntos públicos se dão mais em termos mais abrangentes, cruzando fronteiras além rua. Não sei se é meu espírito de enxergar além do meu (grande) nariz, e também não sei se isso é bom ou ruim, só sei que me dei conta disso. Os mendigos que ficam à calçada me dão tristeza, mas é uma tristeza comedida, uma coisa que não sei bem explicar, ela some em seguida, e me deixa consternado, e aceito. Não gosto nem um pouco, me entristeço, e aceito. E parto para preocupações mais distantes, alcançando um planeta inteiro, como os testes de fusões que não levará a nada, a não ser, talvez, um pequeno big bang, ou então aos trocentos protocoloes de Kioto que insistem em não seguir.
Agora, por exemplo, a gripe dos porcos. Primeiro, pensei que seria mais uma "aviária", que apesar de existir já não causa calafrios globais. Lembro de ficar com muito mais medo do ebola, o tal vírus criado pro exército que quase fugiu do controle. A pandemia já está instalada, ao menos nas mentes de todos. A preocupação é extrema - não se pode nem dizer "saúde" se alguém espirrar perto. O negócio é fugir. Aí vem a minha mente de novo: isso vai passar, não será nada de muito grave (em termos mundiais, claro), e com certeza teremos tudo sob controle... até a próxima. O que me deixou bastante abatido foi ouvir a notícia de uma criança, nem dois anos, tão frágil, vítima do tal vírus. Não conheci, nem conheceria, mas só a idéia de que alguém com tão pouco tempo de vida tenha partido me entristeceu.
Talvez assim seja a mídia, procurando sempre um meio de chocar: porque, em meio a tantas vítimas, falar de uma criança? Não tiro o mérito da informação, a procura por acalmar a população, orientar e tudo o mais. Talvez isso sirva para nos lembrar que somos, sim, frágeis, que uma gripe, seja de qualquer animal, pode nos derrubar, e que aquele homem dormindo na calçada corra tanto risco quanto os habitantes do México. Talvez seja eu, que não deveria pensar tanto nisso, e que nem deveria estar escrevendo isso... mas quis dividir essa pequena angústia. Amanhã é outro dia, e será melhor. E caso você espirre, saúde, de verdade.
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Agora, por exemplo, a gripe dos porcos. Primeiro, pensei que seria mais uma "aviária", que apesar de existir já não causa calafrios globais. Lembro de ficar com muito mais medo do ebola, o tal vírus criado pro exército que quase fugiu do controle. A pandemia já está instalada, ao menos nas mentes de todos. A preocupação é extrema - não se pode nem dizer "saúde" se alguém espirrar perto. O negócio é fugir. Aí vem a minha mente de novo: isso vai passar, não será nada de muito grave (em termos mundiais, claro), e com certeza teremos tudo sob controle... até a próxima. O que me deixou bastante abatido foi ouvir a notícia de uma criança, nem dois anos, tão frágil, vítima do tal vírus. Não conheci, nem conheceria, mas só a idéia de que alguém com tão pouco tempo de vida tenha partido me entristeceu.
Talvez assim seja a mídia, procurando sempre um meio de chocar: porque, em meio a tantas vítimas, falar de uma criança? Não tiro o mérito da informação, a procura por acalmar a população, orientar e tudo o mais. Talvez isso sirva para nos lembrar que somos, sim, frágeis, que uma gripe, seja de qualquer animal, pode nos derrubar, e que aquele homem dormindo na calçada corra tanto risco quanto os habitantes do México. Talvez seja eu, que não deveria pensar tanto nisso, e que nem deveria estar escrevendo isso... mas quis dividir essa pequena angústia. Amanhã é outro dia, e será melhor. E caso você espirre, saúde, de verdade.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Sutiã, esse salvador!
As notícias populares são as mais engraçadas, sempre. E algumas não servem só para divertir, mas também... para pensar, vejam só! Como essa aqui:
Metal de sutiã desvia bala em assalto, diz polícia dos EUA
24 de abril de 2009 • 07h40
Uma americana que foi atingida por um disparo sobreviveu graças ao aro de metal de seu sutiã, informou a polícia de Detroit.
Em entrevista ao jornal Detroit News, os policiais disseram que o aro de metal do sutiã desviou a bala.
Uma mulher de 57 anos, cujo nome não foi revelado, estava observando pela janela um assalto à casa de seus vizinhos. Ela foi atingida por um tiro disparado por um dos assaltantes.
A bala estilhaçou a janela, mas não atingiu a mulher graças ao metal do sutiã. Segundo a polícia, a mulher ficou ferida e foi levada ao hospital, mas recebeu alta no mesmo dia.
O crime aconteceu na terça-feira na região oeste de Detroit. Os bandidos conseguiram fugir.
"Nós precisamos de alguns coletes a prova de balas com este material. É um metal muito resistente", disse o policial Eren Stephens Bell ao jornal de Detroit.
Questões a se pensar:
1) Como a polícia nunca pensou em sua tropa utilizar sutiãs ao invés de coletes à prova de balas? Eu digo durante a patrulha.
2) Bacana, a mulher foi lá ver os vizinhos serem assaltados - ajudar que é bom...
3) Às mulheres, não andem mais peladas em casa. Ou não sejam curiosas. Homens que não usam sutiãs, longe das janelas, por favor.
4) E da notícia... eu queria saber dos vizinhos, se também foram salvos por sutiãs!
Metal de sutiã desvia bala em assalto, diz polícia dos EUA
24 de abril de 2009 • 07h40
Uma americana que foi atingida por um disparo sobreviveu graças ao aro de metal de seu sutiã, informou a polícia de Detroit.
Em entrevista ao jornal Detroit News, os policiais disseram que o aro de metal do sutiã desviou a bala.
Uma mulher de 57 anos, cujo nome não foi revelado, estava observando pela janela um assalto à casa de seus vizinhos. Ela foi atingida por um tiro disparado por um dos assaltantes.
A bala estilhaçou a janela, mas não atingiu a mulher graças ao metal do sutiã. Segundo a polícia, a mulher ficou ferida e foi levada ao hospital, mas recebeu alta no mesmo dia.
O crime aconteceu na terça-feira na região oeste de Detroit. Os bandidos conseguiram fugir.
"Nós precisamos de alguns coletes a prova de balas com este material. É um metal muito resistente", disse o policial Eren Stephens Bell ao jornal de Detroit.
Questões a se pensar:
1) Como a polícia nunca pensou em sua tropa utilizar sutiãs ao invés de coletes à prova de balas? Eu digo durante a patrulha.
2) Bacana, a mulher foi lá ver os vizinhos serem assaltados - ajudar que é bom...
3) Às mulheres, não andem mais peladas em casa. Ou não sejam curiosas. Homens que não usam sutiãs, longe das janelas, por favor.
4) E da notícia... eu queria saber dos vizinhos, se também foram salvos por sutiãs!

"Tô protegido"
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Crise chega aos Simpsons
Impossível não postar essa notícia - ainda mais com meu garoto-propaganda aí do lado...
Do Terra
Simpsons perdem a casa por causa da crise financeira nos EUA

Em uma paródia sobre a crise econômica mundial, a família Simpsom perde a casa por falta de pagamento da hipoteca. Isso aconteceu no último episódio da série exibido nos Estados Unidos.No episódio, a família recebe uma carta na qual é comunicada que sua hipoteca mudou para um tipo variável, um dia após terem feito uma festança de Carnaval financiada com um crédito conseguido com o imóvel. A casa da família acaba nas mãos de Ned Flanders, o comportado vizinho de Homer Simpson, que aluga o imóvel aos antigos proprietários para não deixá-los na rua.
Quando será que Obama aparecerá no seriado? Será que ele devolverá a casa do patriarca Homer? Será que com o inve$$timento nas montadoras Homer finalmente trocará aquele carro caindo aos pedaços?
Simpsons, sempre ótimo.
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Do Terra
Simpsons perdem a casa por causa da crise financeira nos EUA

Em uma paródia sobre a crise econômica mundial, a família Simpsom perde a casa por falta de pagamento da hipoteca. Isso aconteceu no último episódio da série exibido nos Estados Unidos.No episódio, a família recebe uma carta na qual é comunicada que sua hipoteca mudou para um tipo variável, um dia após terem feito uma festança de Carnaval financiada com um crédito conseguido com o imóvel. A casa da família acaba nas mãos de Ned Flanders, o comportado vizinho de Homer Simpson, que aluga o imóvel aos antigos proprietários para não deixá-los na rua.
Quando será que Obama aparecerá no seriado? Será que ele devolverá a casa do patriarca Homer? Será que com o inve$$timento nas montadoras Homer finalmente trocará aquele carro caindo aos pedaços?
Simpsons, sempre ótimo.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Gaúcho da ZH
Sempre imaginei em como tirar sarro desta figura onipresente que a Zero Hora sempre acha pra colocar em alguma página matutina. Conseguiram bonito. Seja fazendo cocô na Muralha da China, seja caindo bêbado em algum pub londrino, lá está o gaúcho, personagem certeiro de muitas histórias que a ZH nos presenteia todo dia...
Gaúcho na Zero Hora
Dá uma olhada lá, tchê!
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Gaúcho na Zero Hora
Dá uma olhada lá, tchê!
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Ombudsman externo II
Da Zero Hora ponto com:
"Victor diz que vitória no Gre-Nal dará confiança ao grupo"
Não, não!!! Sério?! Eu achava que uma vitória num clássico desmobilizaria o time a ponto de metade dele pedir pra sair, a outra metade se afundar em depressão e perder todos os campeonatos pela frente...
Jogador de futebol deve ter uma cartilha com mais de 500 frases prontas para todo tipo de perguntas, divididas em seções como "Clássico", "Jogo perdido", Campeonato perdido", "Expulsão", "Expulsão depois de discutir com o juiz" e uma das mais importantes, "Expulsão depois de discutir com o juiz, xingar a mãe dele, dar um soco no jogador adversário e empurrão no companheiro de equipe". Mas não há de ser nada, jogador de futebol só fala isso porque as perguntas são, normalmente, as mesmas. "Como se sente com essa derrota?"; "E essa expulsão, acha que prejudica o time?".
O difícil é o jornalista, redator, repórter, filtrar isso de uma maneira nova para o leitor ou ouvinte. Sério, não tinha outra frase pra colocar? Depois de sofrer uma goleada (pô, Grêmio!!!), talvez uma manchete dessas atraia mais leitores. Mas ainda assim, é óbvia demais.
Da redação
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"Victor diz que vitória no Gre-Nal dará confiança ao grupo"
Não, não!!! Sério?! Eu achava que uma vitória num clássico desmobilizaria o time a ponto de metade dele pedir pra sair, a outra metade se afundar em depressão e perder todos os campeonatos pela frente...
Jogador de futebol deve ter uma cartilha com mais de 500 frases prontas para todo tipo de perguntas, divididas em seções como "Clássico", "Jogo perdido", Campeonato perdido", "Expulsão", "Expulsão depois de discutir com o juiz" e uma das mais importantes, "Expulsão depois de discutir com o juiz, xingar a mãe dele, dar um soco no jogador adversário e empurrão no companheiro de equipe". Mas não há de ser nada, jogador de futebol só fala isso porque as perguntas são, normalmente, as mesmas. "Como se sente com essa derrota?"; "E essa expulsão, acha que prejudica o time?".
O difícil é o jornalista, redator, repórter, filtrar isso de uma maneira nova para o leitor ou ouvinte. Sério, não tinha outra frase pra colocar? Depois de sofrer uma goleada (pô, Grêmio!!!), talvez uma manchete dessas atraia mais leitores. Mas ainda assim, é óbvia demais.
Da redação
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Ombudsman externo
Frase nO Sul:
"O Grêmio estréia às 16h30min de hoje no Gauchão. O adversário será o Inter-SM, no Presidente Vargas, em Santa Maria. Tcheco terá a companhia de Souza na equipe. O tricolor busca o título da competição. Alex Mineiro terá a função de fazer gols no time."
Não, não, entenderam errado! O Grêmio busca o terceiro lugar na competição, pois sabe que será muito difícil a conquista do campeonato e já desistiu antes de começar. E outra: o Alex, centroavante, artilheiro e o escambau, foi contratado para enganar o time adversário, para que os jogadores pensem que ele é quem fará os gols. Ledo engano. Alex será um boneco de posto, só distração.
Frase no Jornal do Comércio:
"Obama diz que EUA enfrentarão desafios"
Sério?! Eu achei que ele ia dizer algo como "Vai ser barbada" (Will be beardwoman, para os da língua inglesa). Será que ele não falou alguma outra coisa menos óbvia para colocar na capa?
Como jornalista, já fiz (e ainda faço) coisas parecidas. Então, posso falar. E se alguém quiser me corrigir, à vontade. Vou continuar a ler os jornais...
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"O Grêmio estréia às 16h30min de hoje no Gauchão. O adversário será o Inter-SM, no Presidente Vargas, em Santa Maria. Tcheco terá a companhia de Souza na equipe. O tricolor busca o título da competição. Alex Mineiro terá a função de fazer gols no time."
Não, não, entenderam errado! O Grêmio busca o terceiro lugar na competição, pois sabe que será muito difícil a conquista do campeonato e já desistiu antes de começar. E outra: o Alex, centroavante, artilheiro e o escambau, foi contratado para enganar o time adversário, para que os jogadores pensem que ele é quem fará os gols. Ledo engano. Alex será um boneco de posto, só distração.
Frase no Jornal do Comércio:
"Obama diz que EUA enfrentarão desafios"
Sério?! Eu achei que ele ia dizer algo como "Vai ser barbada" (Will be beardwoman, para os da língua inglesa). Será que ele não falou alguma outra coisa menos óbvia para colocar na capa?
Como jornalista, já fiz (e ainda faço) coisas parecidas. Então, posso falar. E se alguém quiser me corrigir, à vontade. Vou continuar a ler os jornais...
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