O mundo começa a ruir (de novo), lentamente... com mais essa agora
E aí pergunto: o que é patético, afinal, nessa história toda?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Barrigada 2.1
Barrigada 2.0
Acredito que um dos recursos (podemos chamar assim?) jornalísticos mais utilizados seja a barrigada, que consiste no também conhecido "chute", executado através de um aparelho científico chamado "chutômetro". Com o advento da deliciosa rede mundial de computadores, que permite todos serem fontes de verdades absurdas, a barrigada se tornou mais frequente - e mais requisitada. Exemplo disso é a escolha para o novo técnico da sele$$ão - que, parece, é o Muricy Mutley. Antes do anúncio, no entanto, ouvi de vários repórteres várias "certezas", como Mano Menezes (amplamente divulgado) e até de que Renê Simões (hã?) seria anunciado como novo técnico hoje. Sem nem dizer "foi um engano", toca o barco, esquece o que disse há um minuto e apresenta o novo técnico, com toda a cara de pau que mamãe deu.
Aqui no RS, então, é uma disputa acirrada pra ver quem dá o furo primeiro (no bom sentido - ou não, depende do seu ponto de vista), em jornalismo esportivo, principalmente. Quando Celso Roth estava para cair na sua última vinda ao Estado pelo Tricolor, no meio do último jogo, no momento que o Grêmio leva mais um gol, um repórter de campo já anunciava, com "toda certeza" que Geninho era o novo técnico do time. Verdade, se ele tivesse um leprechaun no bolso para consultas ultra rápidas. Geninho nunca veio para o Grêmio.
É triste assistir, ler e ouvir que a falta de matérias decentes para suprir um (bom) espaço que os veículos de comunicação têm seja preenchida com chutes, barrigadas e comentários do tipo "Ricardo Teixeira estava esperando ver quem seria o líder do Brasileirão para convidar o técnico". Não vou com a cara do Teixeira, mas um pensamento desses fere até mesmo o mais idiota. Quer dizer que o Mano "perdeu" a vaga porque deixou a liderança pro Mutley? Salvem-nos, deuses do jornalismo (Hunter Thompson, você me ouve?).
Importante: toda esse texto pode ser jogado no lixo, caso eu tenha acreditado na notícia (que parece verdade) do Muricy como técnico. Se não, desculpem a barrigada.
Aqui no RS, então, é uma disputa acirrada pra ver quem dá o furo primeiro (no bom sentido - ou não, depende do seu ponto de vista), em jornalismo esportivo, principalmente. Quando Celso Roth estava para cair na sua última vinda ao Estado pelo Tricolor, no meio do último jogo, no momento que o Grêmio leva mais um gol, um repórter de campo já anunciava, com "toda certeza" que Geninho era o novo técnico do time. Verdade, se ele tivesse um leprechaun no bolso para consultas ultra rápidas. Geninho nunca veio para o Grêmio.
É triste assistir, ler e ouvir que a falta de matérias decentes para suprir um (bom) espaço que os veículos de comunicação têm seja preenchida com chutes, barrigadas e comentários do tipo "Ricardo Teixeira estava esperando ver quem seria o líder do Brasileirão para convidar o técnico". Não vou com a cara do Teixeira, mas um pensamento desses fere até mesmo o mais idiota. Quer dizer que o Mano "perdeu" a vaga porque deixou a liderança pro Mutley? Salvem-nos, deuses do jornalismo (Hunter Thompson, você me ouve?).
Importante: toda esse texto pode ser jogado no lixo, caso eu tenha acreditado na notícia (que parece verdade) do Muricy como técnico. Se não, desculpem a barrigada.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
I'm back
Alô, alô, meus queridos leitores (aka "oi, mãe"). Estou de volta, depois de um longo, longo hiato sem postagem nenhuma. Nesses meses, muito aconteceu, mas continuo o mesmo - só mais endividado. Ok, meu 5º fio de cabelo branco nasceu. Traumático. Ou não. Não, o que importa é que continuo o mesmo.
No mais, o Grêmio tá descendo a ladeira (de novo), o Leão continua nervoso, a Dilma ainda é candidata e o vazamento americano finalmente parou! Mais notícias no decorrer dos acontecimentos.
Olá, vida!
No mais, o Grêmio tá descendo a ladeira (de novo), o Leão continua nervoso, a Dilma ainda é candidata e o vazamento americano finalmente parou! Mais notícias no decorrer dos acontecimentos.
Olá, vida!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
GC, o plano furado
Acontece(u) com uma pessoa bem próxima, e direi tudo com dados bem técnicos e sem citar (muitos) nomes. Começou assim, ó: ela torceu o joelho, rompeu o cruzado. Solução: cirurgia. Tem plano de saúde desde sempre - e aqui, vamos chamar o plano dela de GC, ok? Procura médico que trabalhem com o plano, ok, um ótimo médico é encontrado. E aí então começou toda a novela, que relaciona direto com a GC e todos (até agora) seus funcionários.
É engraçado a gente ver como certas companhias de serviços, que pagamos religiosamente, funcionam somente quando preciamos deles. É seguro de carro, imóvel, plano de saúde. Bateu o carro? Bom AGORA vamos ver se eles realmente são tão prestativos como no dia em que me venderam o plano. Bom, pra pessoa que contratou a GC, não são. Chegaram a ir à casa dela, mais de uma vez, e propiciaram todas as facilidades para a contratação de um ótimo plano, que cobre tudo que uma pessoa da idade dela precisa. Inclusive uma cirurgia no joelho. Muito bonito tudo isso, no papel.
E lá se vão três meses de espera desde a ruptura do joelho. SUS? Não, companheiro, plano PRIVADO, pago religiosamente, com direito a ouvir desaforo de atendente! Sim, isso mesmo. Em uma das várias ligações realizadas para a GC, a cliente ainda teve que ouvir que "não teve interesse" suficiente para agilizar a aprovação da cirurgia pela companhia do plano - a GC! Sim, a cliente é responsável pela GC não se agilizar! Faz todo sentido, não? Não, não faz. Fora que cada ligação, uma pessoa diferente, uma história diferente, uma desculpa diferente. Agora, experimentasse ela não pagar um mezinho só. No mesmo dia já ligariam pra cobrar, certo.
O que já está agendado: depois da cirurgia - que ela espera ansiosamente que ainda aconteça em 2009, o cancelamento já está programado, e a tentativa em outra empresa de saúde se consolidará. Uma que prometa os serviços e faça. Afinal, de que adianta trazer ouro no nome se o atendimento vale menos que um latão furado?
É engraçado a gente ver como certas companhias de serviços, que pagamos religiosamente, funcionam somente quando preciamos deles. É seguro de carro, imóvel, plano de saúde. Bateu o carro? Bom AGORA vamos ver se eles realmente são tão prestativos como no dia em que me venderam o plano. Bom, pra pessoa que contratou a GC, não são. Chegaram a ir à casa dela, mais de uma vez, e propiciaram todas as facilidades para a contratação de um ótimo plano, que cobre tudo que uma pessoa da idade dela precisa. Inclusive uma cirurgia no joelho. Muito bonito tudo isso, no papel.
E lá se vão três meses de espera desde a ruptura do joelho. SUS? Não, companheiro, plano PRIVADO, pago religiosamente, com direito a ouvir desaforo de atendente! Sim, isso mesmo. Em uma das várias ligações realizadas para a GC, a cliente ainda teve que ouvir que "não teve interesse" suficiente para agilizar a aprovação da cirurgia pela companhia do plano - a GC! Sim, a cliente é responsável pela GC não se agilizar! Faz todo sentido, não? Não, não faz. Fora que cada ligação, uma pessoa diferente, uma história diferente, uma desculpa diferente. Agora, experimentasse ela não pagar um mezinho só. No mesmo dia já ligariam pra cobrar, certo.
O que já está agendado: depois da cirurgia - que ela espera ansiosamente que ainda aconteça em 2009, o cancelamento já está programado, e a tentativa em outra empresa de saúde se consolidará. Uma que prometa os serviços e faça. Afinal, de que adianta trazer ouro no nome se o atendimento vale menos que um latão furado?
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
We care a lot
Não vou utilizar muitas palavras aqui pra descrever o show do Faith no More na terça-feira, dia 3. Só algumas, e frases, chaves:
showzáço / músicas de espera anos 90 / hard rock / uma hora depois da banda de abertura / valeu a espera / showzáço / Midlife Crisis / From Out of Nowhere / Epic / Mike Patton ensandecido / showzáço / tiozinhos no palco / muitos palavrões / ducaralho, voador / mosh / bis / outro bis / mais um bis / We Care a Lot / arrebatadora / empatia total com o público / pulei feito louco / guri / sem voz / zunido no ouvido / revitalizado / showzáço
showzáço / músicas de espera anos 90 / hard rock / uma hora depois da banda de abertura / valeu a espera / showzáço / Midlife Crisis / From Out of Nowhere / Epic / Mike Patton ensandecido / showzáço / tiozinhos no palco / muitos palavrões / ducaralho, voador / mosh / bis / outro bis / mais um bis / We Care a Lot / arrebatadora / empatia total com o público / pulei feito louco / guri / sem voz / zunido no ouvido / revitalizado / showzáço
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Distrito 9
Não é de hoje que se pensa que, para fazer um bom filme, basta uma ótima ideia. Nada de grandes efeitos, atores famosos e um diretor experiente, basta competencia e a tal da boa ideia bem inserida. Distrito 9 prova isso mais uma vez. Um diretor desconhecido, Neill Blomkamp, foi quem teve a ideia. Peter Jackson (isso, aquele mesmo) foi o cara que gostou e apadrinhou o filme. Talvez, mas só talvez, se o nome de Jackson não aparecesse tão grande no cartaz e na abertura do filme, não chamasse tanta atenção ao grande público. Mas chamou, e ninguém parece se arrepender.
A historia é simples, dentro da ficção a que se acostumou os cérebros lobotomizados por hollywood: uma nave espacial empaca em cima de Johanessburgo, e os ets não tem como ir embora, são obrigados (literalmente) a descer e morar na Terra, mais precisamente numa favela imposta pelo governo e multinacionais que se convencionou chamar de Distrito 9. Não, não é coincidência do filme se passar na África do Sul, e qualquer semelhança com apartheid também não. Aliás, não só com apartheid, mas falar mais estragaria algumas ótimas sacadas do filme. Disso, a trama se desenrola no momento em que os ets estão sendo despejados para outro campo... digo, moradia, o distrito 10, "maior e melhor". É quando os caminhos do protagonista, Wikus Van De Merwe (o também desconhecido Sharlto Copley), cruza com o do alienígena Christopher e seu filho, um simpático "camarãozinho", como são erroneamente chamados os visitantes de outro mundo. Até os nomes dos personagens têm sentido com a trama - mas, azar seu, não vou contar de novo, vá ver o filme! E me pergunte depois.
Os efeitos, como já disse, são mínimos, a nave é um panorama permanente na cidade e os ets são simplistas - como devem ser. Lembra muito os primeiros e perfeitos bonecos que um outro estreante, George Lucas, fez num outro filme, um tal de Star Wars - que ninguém acreditava, e deu no que deu. A mão (e benção) de Jackson ajuda também nessa parte. A forma de filmagem é um bônus - tudo é mostrado como um documentário, onde somos convidados a acompanhar a história didaticamente, mas com muitas peças a encaixar. E os motivos do ets aqui, no planeta, são irrelevantes, pra nós e pra história do filme. Explica-se tudo isso nos primeiros cinco minutos - onde, pra mim, já valeram o ingresso. Então, deixe de ser mão de vaca (ops, desculpe o termo) e vá logo assistir.
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