Me dei conta que minhas preocupações com assuntos públicos se dão mais em termos mais abrangentes, cruzando fronteiras além rua. Não sei se é meu espírito de enxergar além do meu (grande) nariz, e também não sei se isso é bom ou ruim, só sei que me dei conta disso. Os mendigos que ficam à calçada me dão tristeza, mas é uma tristeza comedida, uma coisa que não sei bem explicar, ela some em seguida, e me deixa consternado, e aceito. Não gosto nem um pouco, me entristeço, e aceito. E parto para preocupações mais distantes, alcançando um planeta inteiro, como os testes de fusões que não levará a nada, a não ser, talvez, um pequeno big bang, ou então aos trocentos protocoloes de Kioto que insistem em não seguir.
Agora, por exemplo, a gripe dos porcos. Primeiro, pensei que seria mais uma "aviária", que apesar de existir já não causa calafrios globais. Lembro de ficar com muito mais medo do ebola, o tal vírus criado pro exército que quase fugiu do controle. A pandemia já está instalada, ao menos nas mentes de todos. A preocupação é extrema - não se pode nem dizer "saúde" se alguém espirrar perto. O negócio é fugir. Aí vem a minha mente de novo: isso vai passar, não será nada de muito grave (em termos mundiais, claro), e com certeza teremos tudo sob controle... até a próxima. O que me deixou bastante abatido foi ouvir a notícia de uma criança, nem dois anos, tão frágil, vítima do tal vírus. Não conheci, nem conheceria, mas só a idéia de que alguém com tão pouco tempo de vida tenha partido me entristeceu.
Talvez assim seja a mídia, procurando sempre um meio de chocar: porque, em meio a tantas vítimas, falar de uma criança? Não tiro o mérito da informação, a procura por acalmar a população, orientar e tudo o mais. Talvez isso sirva para nos lembrar que somos, sim, frágeis, que uma gripe, seja de qualquer animal, pode nos derrubar, e que aquele homem dormindo na calçada corra tanto risco quanto os habitantes do México. Talvez seja eu, que não deveria pensar tanto nisso, e que nem deveria estar escrevendo isso... mas quis dividir essa pequena angústia. Amanhã é outro dia, e será melhor. E caso você espirre, saúde, de verdade.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Saúde!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Sutiã, esse salvador!
As notícias populares são as mais engraçadas, sempre. E algumas não servem só para divertir, mas também... para pensar, vejam só! Como essa aqui:
Metal de sutiã desvia bala em assalto, diz polícia dos EUA
24 de abril de 2009 • 07h40
Uma americana que foi atingida por um disparo sobreviveu graças ao aro de metal de seu sutiã, informou a polícia de Detroit.
Em entrevista ao jornal Detroit News, os policiais disseram que o aro de metal do sutiã desviou a bala.
Uma mulher de 57 anos, cujo nome não foi revelado, estava observando pela janela um assalto à casa de seus vizinhos. Ela foi atingida por um tiro disparado por um dos assaltantes.
A bala estilhaçou a janela, mas não atingiu a mulher graças ao metal do sutiã. Segundo a polícia, a mulher ficou ferida e foi levada ao hospital, mas recebeu alta no mesmo dia.
O crime aconteceu na terça-feira na região oeste de Detroit. Os bandidos conseguiram fugir.
"Nós precisamos de alguns coletes a prova de balas com este material. É um metal muito resistente", disse o policial Eren Stephens Bell ao jornal de Detroit.
Questões a se pensar:
1) Como a polícia nunca pensou em sua tropa utilizar sutiãs ao invés de coletes à prova de balas? Eu digo durante a patrulha.
2) Bacana, a mulher foi lá ver os vizinhos serem assaltados - ajudar que é bom...
3) Às mulheres, não andem mais peladas em casa. Ou não sejam curiosas. Homens que não usam sutiãs, longe das janelas, por favor.
4) E da notícia... eu queria saber dos vizinhos, se também foram salvos por sutiãs!
Metal de sutiã desvia bala em assalto, diz polícia dos EUA
24 de abril de 2009 • 07h40
Uma americana que foi atingida por um disparo sobreviveu graças ao aro de metal de seu sutiã, informou a polícia de Detroit.
Em entrevista ao jornal Detroit News, os policiais disseram que o aro de metal do sutiã desviou a bala.
Uma mulher de 57 anos, cujo nome não foi revelado, estava observando pela janela um assalto à casa de seus vizinhos. Ela foi atingida por um tiro disparado por um dos assaltantes.
A bala estilhaçou a janela, mas não atingiu a mulher graças ao metal do sutiã. Segundo a polícia, a mulher ficou ferida e foi levada ao hospital, mas recebeu alta no mesmo dia.
O crime aconteceu na terça-feira na região oeste de Detroit. Os bandidos conseguiram fugir.
"Nós precisamos de alguns coletes a prova de balas com este material. É um metal muito resistente", disse o policial Eren Stephens Bell ao jornal de Detroit.
Questões a se pensar:
1) Como a polícia nunca pensou em sua tropa utilizar sutiãs ao invés de coletes à prova de balas? Eu digo durante a patrulha.
2) Bacana, a mulher foi lá ver os vizinhos serem assaltados - ajudar que é bom...
3) Às mulheres, não andem mais peladas em casa. Ou não sejam curiosas. Homens que não usam sutiãs, longe das janelas, por favor.
4) E da notícia... eu queria saber dos vizinhos, se também foram salvos por sutiãs!

"Tô protegido"
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Autuori vem, mas só em maio
E continua a lambança! O cartolas querem porque quertem o Autuori, descartando Renato Portaluppi, ídolo da torcida e preferido do eterno presidente Fábio Koff. Vem Autuori, os árabes não deixam, então vem Renato, mas dirigentes não querem, vem ninguém, deixa o Rospide, que tem 100% de aproveitamento em dois jogos... ô novela! A Globo não faria melhor. Agora, parece, a definição atontece, mas não é a melhor notícia - ao menos, é arriscado.
Confiando no interino, o tricolor gaúcho deixará o técnico Rospide até a vinda de Autuori, que será somente dia 21 de maio - daqui um mês. Enquanto isso, teremos a última rodada da primeira fase da Libertadores (por laranjas), as oitavas (infarto) e as duas primeiras rodadas do Brasileirão. No total, Rospide treinará o time por mais cinco jogos. Conseguirá ele manter os 100%? Não percam o próximo capítulo da novela "Tu, Autuori, tu".
Aguenta, tricolor!
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Confiando no interino, o tricolor gaúcho deixará o técnico Rospide até a vinda de Autuori, que será somente dia 21 de maio - daqui um mês. Enquanto isso, teremos a última rodada da primeira fase da Libertadores (por laranjas), as oitavas (infarto) e as duas primeiras rodadas do Brasileirão. No total, Rospide treinará o time por mais cinco jogos. Conseguirá ele manter os 100%? Não percam o próximo capítulo da novela "Tu, Autuori, tu".
Aguenta, tricolor!
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Vamos falar de futebol
Na próxima terça-feira, dia 28 de abril, tem jogo em Porto Alegre. Última rodada para o tricolor gaúcho passar adiante com uma certa sobra para a próxima fase da Libertadores. Ainda sem técnico (por mim, Portaluppi já estava lá!), mas com o time se acostumando... uns com os outros. O Souza até passa pros castelhanos agora!! Vamos ver o que nos aguarda...
E sim, passei um tempo sem postar, mas agora, voltei, voltei! Depois de fissurar em Lost, bem atrasado, resolvi adiantar para tentar alcançar a quinta temporada - estou quase lá! E de volta pra cá, também.
Pelo menos até hoje.
p.s.: acharam que eu ia falar de outro time da capital, né? há!
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E sim, passei um tempo sem postar, mas agora, voltei, voltei! Depois de fissurar em Lost, bem atrasado, resolvi adiantar para tentar alcançar a quinta temporada - estou quase lá! E de volta pra cá, também.
Pelo menos até hoje.
p.s.: acharam que eu ia falar de outro time da capital, né? há!
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Foi-se o Roth
Então, é isso. Outro grenal perdido, de novo com Índio decidindo... mas dessa vez, ah, dessa vez alguma coisa mudou. Foi-se o Roth. Com a eliminação do gauchão, depois de perder de quatro (ôpa, ôpa) para o Caxias, perder para o arquirival (de novo) e insistir em colocar reservas para jogar, Roth perdeu o cargo, o bom salário e o prestígio (?) que poderia alcançar. Agora, é ver como o Grêmio se sai amanhã contra o Aurora, pela Libertadores, campeonato que ainda dá tempo de salvar, ter um técnico decente para, sei lá, de repente, chegar à final... e ganhar, tchê!!
Ressalva da mídia: ontem, escutando o jogo pelo rádio, não pude deixar de me envergonhar pela profissão de jornalista. Com a virada do Inter sobre o tricolor, os comentaristas, narradores e afins já decretaram que Roth não era mais o técnico - com o jogo correndo, sem aval de diretoria. E até citaram o nome do próximo técnico - que eles gostariam, claro. Antes disso, malhando o técnico de tal forma que deu a entender que quem não queria o homem no cargo eram eles, os jornalistas, e não a torcida ou os dirigentes. Claro, deve valer a pena para depois encher a boca e dizer "a rádio tál deu com exclusividade essa informação antes". Essa é uma grande falha, a prepotência de quem é responsável por transmitir e até opinar, não decidir. A pressão é muito forte, e acabam criando situações constrangedoras sem que elas precisassem existir. Enfim, Roth está fora. Agora é aguardar quem será (ão) o(s) próximo(s).
Para aliviar a tensão, uma notícia leve da mídia feia má e bobona:
Da redação do Terra:
Juiz volta pênalti e dá amarelo por gases
Um árbitro de futebol britânico mandou um jogador repetir um pênalti, depois que um dos adversários teve um ataque de flatulência no momento da cobrança - o "agressor" ainda foi punido com o cartão amarelo.
O drama inusitado aconteceu neste domingo nos arredores de Manchester, no norte do país, na partida entre o Chorlton Villa e o International Manchester FC, pela liga Manchester Publicity.
O árbitro justificou o cartão por "conduta não-cavalheiresca". Na segunda tentativa, o Chorlton Villa converteu a penalidade e acabou vencendo o jogo por 6 a 4.
O técnico do Villa, Ian Treadwell, saiu em defesa de seus comandados, afirmando que normalmente a conduta deles é exemplar. "Um dos nossos jogadores soltou gases e só o juiz ouviu e deu o cartão", disse Treadwell. "O outro jogador perdeu o pênalti porque bateu mal. Não teve nada a ver com qualquer barulho. Eles mesmos ficaram tão chocados como nós pelo motivo."
O técnico afirmou ainda que espera ser contactado pela Football Association, a federação de futebol da Grã-Bretanha, depois que a entidade receber a súmula da partida.
O Chorlton Villa vai ter que pagar 97 libras, o equivalente a R$ 319 por ter sido punido com três expulsões e dois cartões amarelos. "Não jogamos sujo e gostamos de jogar futebol. Não somos coniventes com as atitudes de jogadores, mas esse é um jogo de emoções, e alguns dos jogadores foram expulsos por conversarem com o juiz", disse Treadwell.
Ele lamentou que o episódio tenha acontecido justamente no momento em que o time está sem patrocinador e em busca de um para a próxima temporada. Uma representante do clube adversário, International Manchester FC, afirmou que o clima da partida foi amistoso. "Não houve animosidade. Foi hilariante", disse."
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Ressalva da mídia: ontem, escutando o jogo pelo rádio, não pude deixar de me envergonhar pela profissão de jornalista. Com a virada do Inter sobre o tricolor, os comentaristas, narradores e afins já decretaram que Roth não era mais o técnico - com o jogo correndo, sem aval de diretoria. E até citaram o nome do próximo técnico - que eles gostariam, claro. Antes disso, malhando o técnico de tal forma que deu a entender que quem não queria o homem no cargo eram eles, os jornalistas, e não a torcida ou os dirigentes. Claro, deve valer a pena para depois encher a boca e dizer "a rádio tál deu com exclusividade essa informação antes". Essa é uma grande falha, a prepotência de quem é responsável por transmitir e até opinar, não decidir. A pressão é muito forte, e acabam criando situações constrangedoras sem que elas precisassem existir. Enfim, Roth está fora. Agora é aguardar quem será (ão) o(s) próximo(s).
Para aliviar a tensão, uma notícia leve da mídia feia má e bobona:
Da redação do Terra:
Juiz volta pênalti e dá amarelo por gases
Um árbitro de futebol britânico mandou um jogador repetir um pênalti, depois que um dos adversários teve um ataque de flatulência no momento da cobrança - o "agressor" ainda foi punido com o cartão amarelo.
O drama inusitado aconteceu neste domingo nos arredores de Manchester, no norte do país, na partida entre o Chorlton Villa e o International Manchester FC, pela liga Manchester Publicity.
O árbitro justificou o cartão por "conduta não-cavalheiresca". Na segunda tentativa, o Chorlton Villa converteu a penalidade e acabou vencendo o jogo por 6 a 4.
O técnico do Villa, Ian Treadwell, saiu em defesa de seus comandados, afirmando que normalmente a conduta deles é exemplar. "Um dos nossos jogadores soltou gases e só o juiz ouviu e deu o cartão", disse Treadwell. "O outro jogador perdeu o pênalti porque bateu mal. Não teve nada a ver com qualquer barulho. Eles mesmos ficaram tão chocados como nós pelo motivo."
O técnico afirmou ainda que espera ser contactado pela Football Association, a federação de futebol da Grã-Bretanha, depois que a entidade receber a súmula da partida.
O Chorlton Villa vai ter que pagar 97 libras, o equivalente a R$ 319 por ter sido punido com três expulsões e dois cartões amarelos. "Não jogamos sujo e gostamos de jogar futebol. Não somos coniventes com as atitudes de jogadores, mas esse é um jogo de emoções, e alguns dos jogadores foram expulsos por conversarem com o juiz", disse Treadwell.
Ele lamentou que o episódio tenha acontecido justamente no momento em que o time está sem patrocinador e em busca de um para a próxima temporada. Uma representante do clube adversário, International Manchester FC, afirmou que o clima da partida foi amistoso. "Não houve animosidade. Foi hilariante", disse."
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segunda-feira, 16 de março de 2009
Watchmen, o filme

Por onde começar um texto sobre o Watchmen, o filme, sem parecer óbvio? A saída da sala de projeção é composta por pensamentos comparativos do filme com a série original nos quadrinhos, com outros filmes similares de homens fantasiados, da estética naturalmente homenageada às ilustrações originais, as teses de discussão que o filme causa... é muita coisa, ordenar tudo isso é difícil. Zack Snyder conseguiu, de novo, fazer uma adaptação fiel aos quadinhos sem estragar o filme. Foi assim com 300, escrito e ilustrado por Frank Miller e fielmente transposta às telas pelo diretor deste Watchmen. Mas agora ele foi além, e conseguiu não deixar zangados fãs mais afoitos da série, tida por muitos como uma obra-prima definitiva dos quadrinhos. Bom, eu também acho.
Vale ressaltar, primeiramente, que tanto os quadrinhos quanto o filme não são "de super-heróis", e sim "sobre super-heróis". (Peço pausa: como é redundante falar "tanto filme quanto quadrinhos", nesse caso, falarei só Watchmen, ok?). Continuando: a origem dos super-heróis da trama é convincente, crível no sentido de que eles estão no mundo real, ou o mais próximo disso. O ano é 1985 e Nixon é o presidente pela terceira vez. Os Estados Unidos vivem a crise do petróleo (1985?), uma guerra nuclear com os russos é iminente, e os ditos heróis estão proibidos. E precisamos deles? A resposta pra essa e outras questões que se apresentam durante Watchmen com maestria pela fidelidade da trama, pelo bom desempenho do elenco (a maioria desconhecidos do grande público) e, claro, pela mão firme e fanática (de fã, não pensa bobagem) de Snyder. Destaque no elenco para Jackie Earle Haley, o psicótico detetive Rorschach, (Batman?) que narra parte da história, e Billy Crudup, como o poderoso Dr. Manhattan (Super-Homen?). Brincadeiras à parte, atente às semelhanças que cada personagem guarda com outros, mais conhecidos, como os já citados Batman e Super-Homem. Coruja, outro herói de Watchmen, é um milionário que tem seu esconderijo que mais parece uma caverna, um meio de transporte altamente tecnológico e... bem, uma capa e só sai à noite, como uma coruja - ou um morcego. O que resta é a crítica. Qual o motivo deste sujeito em sair espancando criminosos? Tinha dinheiro, e vontade de fazer isso. Não, os pais não foram assassinados e não tem nenhum parceiro mirim por perto. O Comediante, o primeiro personagem que somos apresentados, é a linha que amarra todo o filme. Um homem tosco, patriota, inescrupuloso e fanfarrão. A cara do seu país. A "grande piada", uma das gags sensacionais que permeiam a narrativa, e que ele apresenta ora com remorso e tristeza, ora com gargalhadas e cinismo, é o retrato de Watchmen. É o autor brincando com seus interlocutores - ou apresentando de forma nada sutil o que pensa sobre heróis, política, capitalismo, guerras e o escambau.
Esqueça se quiser ler/ver Watchem como uma história de pancadaria entre super-heróis e super-vilões. Não é. As implicações sociais, políticas e humanitárias estão intrínsicas no filme - os colantes são um pano de fundo. Tudo isso é obra do mestre Alan Moore, um quadrinista exótico dono das melhores histórias em quadrinhos dos últimos tempos, incluindo aí dos heróis de praxe. V de Vingança, outra obra adaptada aos cinemas, também é dele. Mas aí os irmãos Wachowski mudaram bastante para o filme. É por essas e por outras que ele nunca aprova adaptações de suas histórias. E não assiste a elas. Nunca. O motivo é bom: ele as pensa para quadrinhos, ponto. Não deixa de ter razão - mas que Watchmen ficou uma maravilha, ficou!
Esqueça se quiser ler/ver Watchem como uma história de pancadaria entre super-heróis e super-vilões. Não é. As implicações sociais, políticas e humanitárias estão intrínsicas no filme - os colantes são um pano de fundo. Tudo isso é obra do mestre Alan Moore, um quadrinista exótico dono das melhores histórias em quadrinhos dos últimos tempos, incluindo aí dos heróis de praxe. V de Vingança, outra obra adaptada aos cinemas, também é dele. Mas aí os irmãos Wachowski mudaram bastante para o filme. É por essas e por outras que ele nunca aprova adaptações de suas histórias. E não assiste a elas. Nunca. O motivo é bom: ele as pensa para quadrinhos, ponto. Não deixa de ter razão - mas que Watchmen ficou uma maravilha, ficou!
Algumas partes da história do original foram supridas para o filme, por conta de tempo, principalmente. O filme já tem quase três horas, e o que foi deixado de fora não imposrta muito, apenas subtramas que enriquecem a obra, mas não compromete na falta. E parece que sairá uma história paralela no DVD do filme (ah, o capitalismo ianque!). Os quadrinhos são compostos por 12 edições, e acaba de sair no Brasil a versão definitiva da obra, bem cara, mas parece ser muito boa. Já tenho os originais, e terei que me $egurar por enquanto, mas fica a dica: veja o filme e leia os quadrinhos, se ainda não o fez. Imperdível. E você nunca mais verá os (super)heróis do mesmo jeito.
E... Moore, sei que você acabará por ver o filme. Finja não ter gostado, tudo bem, mas não perca a oportunidade. Se precisar de um disfarce, a máscara de Rorschach é uma boa dica.
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Finalmente, um alento

Ok, não foi o jogo da salvação, muito menos o jogo da confiança total - os gremistas ainda tem ressalvas, claro, mas qual o time que não tem? Ou você acha que a maratona de informações sobre o Ronaldo Fofômeno acontece porque sabiam que ele faria esses gols? Ah, pára!
Voltemos ao tricolor. Foi superior, como deveria. Jogou bem melhor, como deveria. Perdeu vários e vários gols, de novo, como não podia! Caramba, Jonas, três bolas no mesmo lance? Eu sou um dos piores jogadores de futebol de todos os tempos, não participo nem de pelada com amigos pra não passar vergonha, e não envergonhar meus amigos por terem me convidado. Mas aquele gol eu faria. Eu, trave, bola no pé, sem goleiro... ou é gol ou... pô, ou é gol!!
Bom, ao menos ganhamos, e vamos adiante. Nos dois jogos até agora, o Grêmio se mostrou superior e com qualidades para chegar longe no campeonato. Assim espero. Ah, e quem queria que o Roth saísse ontem, ele é o que mais está rindo sozinho - e confiante, ele e o time. Periga ter perdoado Jonas e, talvez, dê até mais chances pro cara. Merece, afinal, embora não tenha acertado onde deveria, as jogadas e arrancadas foram de qualidade. Faltou o gol.
Saiu um só. Pra ontem, bastou. Queremos mais.
Dá-lhe Grêmio!
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terça-feira, 10 de março de 2009
Crise chega aos Simpsons
Impossível não postar essa notícia - ainda mais com meu garoto-propaganda aí do lado...
Do Terra
Simpsons perdem a casa por causa da crise financeira nos EUA

Em uma paródia sobre a crise econômica mundial, a família Simpsom perde a casa por falta de pagamento da hipoteca. Isso aconteceu no último episódio da série exibido nos Estados Unidos.No episódio, a família recebe uma carta na qual é comunicada que sua hipoteca mudou para um tipo variável, um dia após terem feito uma festança de Carnaval financiada com um crédito conseguido com o imóvel. A casa da família acaba nas mãos de Ned Flanders, o comportado vizinho de Homer Simpson, que aluga o imóvel aos antigos proprietários para não deixá-los na rua.
Quando será que Obama aparecerá no seriado? Será que ele devolverá a casa do patriarca Homer? Será que com o inve$$timento nas montadoras Homer finalmente trocará aquele carro caindo aos pedaços?
Simpsons, sempre ótimo.
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Do Terra
Simpsons perdem a casa por causa da crise financeira nos EUA

Em uma paródia sobre a crise econômica mundial, a família Simpsom perde a casa por falta de pagamento da hipoteca. Isso aconteceu no último episódio da série exibido nos Estados Unidos.No episódio, a família recebe uma carta na qual é comunicada que sua hipoteca mudou para um tipo variável, um dia após terem feito uma festança de Carnaval financiada com um crédito conseguido com o imóvel. A casa da família acaba nas mãos de Ned Flanders, o comportado vizinho de Homer Simpson, que aluga o imóvel aos antigos proprietários para não deixá-los na rua.
Quando será que Obama aparecerá no seriado? Será que ele devolverá a casa do patriarca Homer? Será que com o inve$$timento nas montadoras Homer finalmente trocará aquele carro caindo aos pedaços?
Simpsons, sempre ótimo.
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segunda-feira, 2 de março de 2009
Operação Valquíria

Reza a lenda que os filmes do Tom Cruise seguem um roteiro sempre adaptado para o próximo: ele é um canalha (ou algo próximo a isso), sofre um duro baque na vida e depois se regenera até a redenção no final do filme. Realmente, têm sido assim nas suas últimas incursões cinematográficas. Assisti Operação Valquíria e, graças, esse estigma parece ter quebrado. O baque que ele sofre é logo no início do filme, mas ele não é um canalha - ao menos, não o canalha de sempre. Arrependido por ser um seguidor de Hitler, ele entra num plano final de outros que pensam como ele para tirar o bigodinho do poder, e reerguer a Alemanha antes que o pior aconteça. E o pior, sabemos, aconteceu.
A atuação de Cruise é sempre a mesma, contida, o olhar obstinado, mas se supera nas partes do corpo que ele perde - não pensa bobagem, leitor, é o olho, uma mão e alguns dedos - e faz questão de mostrar (ou não!) no filme. Há, inclusive, cenas ótimas que ilustram bem esse fato. Não vou entregar, vá ver o filme. O bom elenco ainda conta com Kenneth Branagah, Bill Nighy, Terence Stamp e o sempre ótimo Tom Wilkinson. O que faz o Hitler, o desconhecido David Bamber, sinceramente, é fraco - depois de A Queda, acho difícil aparecer outro ator que faça um personificação impecável do Fuhrer como Bruno Ganz.
Voltemos à Valquíria. O que fica de maior mensagem é a humanização dos alemães, rotulados como nazistas durante muitos e muitos anos. Não dá para culpar quem acusa, nunca, mas como diz um velho ditado, toda unanimidade é burra. Uma das frases que mais emocionam no filme é quando um dos generais que quer tirar Hitler do poder diz que "temos que mostrar ao mundo que não somos todos como eles". Resume a orientação do filme e seu objetivo para o espectador - mostrar que nem todos os alemães eram seguidores do nazismo, e que não eram somente coadjuvantes passivos da obstinação de Hitler. Ainda que o intuito inicial tenha sido um insucesso, a vontade desses homens - e de muitos outros, foi cumprida a duras penas.
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